Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou o balanço do trabalho parlamentar na terceira sessão legislativa, da atual legislatura.
Pedro Filipe Soares apresentou também três prioridades para o Orçamento do Estado 2019: a baixa do IVA na eletricidade, a reforma por inteiro para longas carreiras contributivas e o investimento na saúde e na educação. “Já o dissemos ao Governo. Estas são matérias fundamentais para o último Orçamento do Estado da legislatura”, afirmou.
Bloco foi o partido "com mais Projetos de Lei e Projetos de Resolução aprovados"
Na conferência de imprensa, Pedro Filipe Soares destacou o resultado do trabalho parlamentar do Bloco: 73 Projetos de Lei apresentados, dos quais 18 aprovados; 142 Projetos de Resolução, dos quais 102 aprovados;
O Bloco foi o partido "com mais Projetos de Lei e Projetos de Resolução aprovados", sublinhou Pedro Filipe Soares.
O documento apresentado pelo grupo parlamentar do Bloco salienta também que ao longo de toda a sessão legislativa, o partido “empenhou-se na apresentação de propostas comprometidas com o princípio da recuperação dos rendimentos do trabalho, da proteção do Estado Social e dos serviços públicos, do combate aos interesses económicos e a transparência e justiça fiscal, da garantia dos direitos e liberdades”.
Pedro Filipe Soares realçou também que, no Orçamento do Estado, "o Bloco contribuiu para compromissos que permitiram o alívio fiscal no IRS, o "combate à precariedade e a vinculação de 3500 professores, o descongelamento das carreiras na função pública ou o aumento real de todas as pensões".
Três prioridades
Pedro Filipe Soares referiu na conferência de imprensa, segundo a Lusa, que o partido está disposto a tentar encontrar “soluções imaginativas” para o IVA na eletricidade, o que pode passar por uma modulação da baixa do imposto, a exemplo da taxação escalonada na fatura da água.
Pedro Filipe Soares lembrou também que o Governo tem um compromisso com “o Bloco, a maioria e o país” quanto às muito longas carreiras contributivas e que se trata de uma questão “de dignidade e de justiça” para quem começou a descontar quase em criança.
Para o Bloco, é também necessário existir “uma valorização dos serviços públicos”, em especial na educação e na saúde, uma opção em que se deve “salvaguardar a qualidade”.