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Bloco Açores denuncia más condições de trabalho nos CTT

Bloco Açores denunciou a existência de condições de trabalho indignas nos CTT e enviou um requerimento ao Governo Regional a solicitar os relatórios das ações inspetivas aos serviços da empresa.
Trabalho sob pressão extrema e ameaças, são algumas das situações a que estão sujeitos os trabalhadores dos CTT
Trabalho sob pressão extrema e ameaças, são algumas das situações a que estão sujeitos os trabalhadores dos CTT

O pedido das ações inspectivas abrangem os concelhos de Ponta Delgada e Ribeira Grande, referentes aos últimos três anos, realizadas pela Inspeção Regional de Trabalho.

De acordo com queixas que chegaram ao Bloco Açores, estão a ser praticados horários de 10 a 12 horas por dia na distribuição do correio e há um abuso da contratação a termo e a prática de baixos salários.

O Bloco tem conhecimento ainda de situações em que os carteiros trabalham sob pressão extrema e ameaça, aos sábados e domingos, muitas vezes, mais de oito horas.

O requerimento enviado esta quinta-feira ao Governo Regional fala ainda em “locais de trabalho sem o mínimo de condições de higiene e segurança: em Ponta Delgada trabalham, numa cave, cerca de 7 ou 8 funcionários, em regime de permanência, e cerca de 50 carteiros, em serviço no exterior, sem luz e sem janelas, e onde chegaram a trabalhar em instalações com necessidade urgente de obras, entretanto realizadas, ao que parece, por força de ação inspetiva da Inspeção Regional do Trabalho, mas da qual se desconhecem os seus resultados.

Reclamações constantes

Situações semelhantes relativas à falta de condições de trabalho são também relatadas na Ribeira Grande, e na loja de Rabo de Peixe faltam condições de segurança, o que motivou a apresentação de queixas na PSP e na Inspeção Regional do Trabalho”.

O Bloco Açores tem conhecimento de que os serviços dos CTT em apreço têm sido objeto de recorrentes reclamações, uma vez que a correspondência, que deveria ser entregue diariamente, é entregue com atrasos de vários dias.

O deputado do Bloco de Esquerda que assina o documento, Paulo Mendes, considera que “é necessário garantir que os CTT asseguram o interesse público e respondem socialmente pela sua atividade, bem como assegurar a salvaguarda dos direitos laborais fazendo cumprir a legislação laboral, bem como o cumprimento das funções sociais do Estado”.

Artigo publicado no site do Bloco de Esquerda dos Açores

 

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