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Biocombustíveis: Protesto interrompe conferência em Lisboa

Quinze manifestantes interromperam uma conferência organizada pela Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis na Gulbenkian. O protesto pacífico serviu para denunciar a destruição causada pela indústria energética.
Foto do protesto na Gulbenkian, publicada em Guilhotina.info

Quinze pessoas invadiram esta segunda-feira a sessão sobre “Biocombustíveis em Portugal” promovida pela entidade pública que monitoriza o mercado de combustíveis em Portugal, com oradores vindos da BP, GALP, Prio e Torrejana, para além das associações de empresas petrolíferas e produtores de biocombustíveis.

A ação de protesto durou alguns minutos, com os manifestantes a espalharem panfletos e exibirem uma faixa onde se lia "Nem combustíveis, nem biocombustíveis: contra a indústria energética”.

No comunicado divulgado na página Guilhotina.info, os promotores da ação de protesto afirmam que os biocombustíveis “são a mais famosa falsa solução para as alterações climáticas” e “representa a devastação de florestas inteiras para a implementação de monoculturas, a expulsão de comunidades das suas terras, a substituição de produção de comida por produção de combustível, maior destruição ambiental que o carvão e o petróleo, ao mesmo tempo que facilita a atribuição de subsídios às grandes corporações”.

Ainda segundo o comunicado, oito dos manifestantes foram identificados pela polícia, chamada ao local pela organização. Os promotores acusam os organizadores de terem feito um autêntico “sequestro de toda a gente no auditório por 20 minutos até a polícia chegar, o que segundo consta também é ilegal”. E lembram ainda que "a Fundação Gulbenkian é detentora de 100% do grupo Partex Oil & Gas, e participa em duas concessões de exploração de petróleo na costa".

 

#AltPT Comunicado da acção de protesto na #Gulbenkian durante conferência sobre biocombustíveis. Soubemos também que...

Publicado por Guilhotina.info em Segunda-feira, 14 de Março de 2016

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