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Biden convence G7 a apoiar iniciativa rival à Nova Rota da Seda da China

A nova administração dos EUA pretende marcar posição aumentando a tensão política e fomentando a “competição estratégica” com a China. Promete mobilizar 40 mil milhões de dólares de fundos privados para infraestruturas em países de baixo e médio rendimento.
Fotografia de grupo dos líderes do G7. Foto de NEIL HALL/EPA/Lusa.
Fotografia de grupo dos líderes do G7. Foto de NEIL HALL/EPA/Lusa.

Em nome da “competição estratégica” com a China, assim o assume o comunicado emitido este sábado pela Casa Branca, nasceu o Build Back Better World (B3W), “reconstruir um mundo melhor”. O presidente norte-americano anunciou desta forma que convenceu os parceiros do G7 a apoiar o seu plano de uma alternativa à Belt and Road Initiative, a chamada Nova Rota da Seda da China que tem como objetivo ligar Ásia e Europa e que foi lançada em 2013.

O plano de apoio à criação de infraestruturas rival de mais de 40 mil milhões de dólares tem como destinatários os países da América Latina, Caraíbas, África e Indo-Pacífico. Os capitais a envolver serão privados e deverão ser aplicados até 2035 em áreas como o clima, a segurança sanitária, a tecnologia digital e a igualdade de género.

O plano também tem abertamente uma componente ideológica. Diz que é uma “parceria de infraestruturas motivada por valores, com elevados padrões e transparência liderada pelas maiores democracias”. Promete-se uma “visão positiva e sustentável, fontes de financiamento transparentes que irão ao encontro das necessidades infraestruturais” dos países envolvidos, respeito pela dimensão ambiental, pelas “salvaguardas sociais e laborais” e anti-corrupção.

Os EUA tentam desta forma arrastar Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, reunidos em Carbis Bay, na Cornualha, sudoeste de Inglaterra, para a sua disputa. Pretendem ainda que o comunicado final da reunião inclua a questão de Taiwan e uma tomada de posição sobre “ação concreta sobre trabalho forçado” também dirigida à China. Biden diz que para além de um ataque à dignidade humana este é “um egrégio exemplo da injusta competição económica chinesa”.

Recentemente, a nova administração dos EUA tem também dando força à teoria da origem da Covid-19 a partir de um laboratório em Wuhan de forma a aumentar a tensão entre os dois países.

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