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BCE junta-se ao coro da chantagem sobre Portugal

Ainda que reconhecendo os "progressos notáveis alcançados em Portugal”, o presidente do Banco Central Europeu destaca consequências da descida do rating da dívida e adverte que “são necessárias reformas ambiciosas”.
Mario Draghi, presidente do BCE. Foto ECB/flickr

“Sobre Portugal, sabemos que, neste momento, os títulos de dívida são elegíveis. O melhor 'rating' é triplo B negativo, com perspetiva estável, na agência DBRS”, assinalou Mario Draghi, avançando ainda que “aparentemente” não existem razões para cortar o rating da dívida portuguesa.

O presidente do Banco Central Europeu advertiu, contudo, que, “se houver uma descida, os títulos de dívida portugueses deixam de ser elegíveis como garantia nas operações de empréstimo e no programa de ativos do BCE”.

“São necessárias reformas ambiciosas e o governo português sabe disso”, avisa Draghi

Em conferência de imprensa após a reunião do conselho de governadores, na qual foi estipulado que se mantêm inalterados os juros de referência, a 0%, e o programa de compras para auxiliar economias em dificuldades, Draghi reconheceu “os progressos notáveis alcançados em Portugal”, mas sublinhou “que existem vulnerabilidades que o Governo conhece bem, sabe que são necessárias reformas ambiciosas”.

Esta sexta-feira, a agência canadiana DBRS decide se mantém o rating da dívida portuguesa acima de “lixo”.

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