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BBVA força trabalhadores a despedimento coletivo

Um ano depois do último despedimento coletivo, administração do BBVA vai despedir 150 trabalhadores.
Foto de Remo-/Flickr

A administração do banco informou Comissão de Trabalhadores que pretende despedir 150 pessoas, incluíndo pessoas em idade avançada, trabalhadores com doenças oncológicas, trabalhadores que são o único elemento que contribuem para o rendimento do agregado familiar e grávidas, sem qualquer tratamento preferencial. Em 2014, a rede do BBVA em Portugal contava com 81 agências e empregava 750 funcionários quando despediu 177 trabalhadores e encerrou 43 agências.

A Comissão de Trabalhadores (CT) reuniu por duas vezes com os advogados representantes da administração, mas estes não se manifestaram disponíveis para qualquer negociação. No final da segunda reunião, o banco aunuciou que irá pagar 1,5 ordenandos com o dinheiro do fundo de pensões dos próprios trabalhadores. O BBVA é um Grupo Financeiro de referência mundial, com resultados na ordem dos 2,1 mil milhões de euros, cujo lema corporativo é “trabalharmos para um futuro melhor para as pessoas” e que se gaba de estar em 13º no ranking das 25 maiores multinacionais para trabalhar.

A CT argumentou, em vão, num comunicado a que o esquerda.net teve acesso, que o BBVA em Portugal deviria investir e aproveitar todas as oportunidades de negócio, em vez de provocar despedimentos em massa. A CT sugeriu à entidade patronal uma série de medidas que, implementadas e geridas de forma competente conduziriam à redução de custos, permitindo a suspensão imediata do despedimento colectivo em curso. Entre estas medidas, descritas no comunicado, salientamos a concessão de crédito a particulares e negócios (reactivando um planos destinado às empresas que foi cancelado poucos meses após o seu lançamento), o desenvolvimento de uma política comercial de captação de depósitos com um efeito positivo na margem financeira; o anulamento da medida que fixou a fasquia dos créditos para clientes particulares num valor de ordenado líquido de 1.500€/mês; o anulamento da medida que fixou a fasquia dos créditos para empresas em 10 milhões de euros em vez dos anteriores 5 milhões (antes da alteração da regra, esta campanha tinha gerado um volume de negócios de 52 milhões de euros e cresceu em 140 novos clientes). O abandono de alguma destas medidas foi premeditado para justificar o despedimento colectivo, afirma a CT.

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