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BBC pondera restringir uso do Twitter dos seus jornalistas

Para além do canal no seu todo estar a ser acusado de ter tido uma cobertura enviesada das últimas eleições britânicas, há publicações de jornalistas da BBC no Twitter que foram contestadas. A direção da estação televisiva pondera agora restringir a utilização desta rede social aos seus jornalistas, exigindo medidas de contenção.
Logótipo da BBC World.
Logótipo da BBC World. Foto de chiefmoamba/Flickr.

No calor da disputa das recentes eleições legislativas britânica, emergiu uma história que fez saltar a indignação. Um ativista trabalhista agredira um assistente de um ministro conservador. Entre a multiplicidade de pessoas que comentaram o caso estava Laura Kuenssberg.

Não é uma pessoa qualquer. Kuenssberg é editora de política da BBC e tem 1,13 milhões de seguidores. O problema é que a história era falsa e que a sua difusão prejudicou um dos lados da disputa eleitoral que então decorria. Os apoiantes do Labour indignaram-se com as suas publicações.

Esta é um dos casos que fez com que Fran Unsworth, diretora de notícia e assuntos correntes da BBC, avançasse com a ideia de restringir o uso do Twitter por parte dos jornalistas do canal. Se tal vier a ser implementado, correspondentes seniores serão persuadidos a não usar as redes sociais para avançar notícias ou fazer comentários. O jornal The Guardian revela que um jornalista da BBC contou a diretora está mesmo “a ponderar pedir aos correspondentes para saírem do Twitter”. Já na semana passada, ao mesmo jornal, esta declarara que “precisamos de reforçar as nossas regras nas redes sociais”.

Há ainda informações não confirmadas de que o Canal 4, o outro canal público britânico, proibiu os seus funcionários que não se dedicam à de publicarem sobre assuntos correntes.

Outra das polémicas sobre tweets na BBC diz respeito ao outro lado do espetro político. O editor do canal para a América do Norte, Jon Sopel, é por sua vez criticado por publicações críticas de Donald Trump.

Mas a polémica maior centra-se na cobertura das eleições por parte de BBC. Os trabalhistas queixam-se de terem sido prejudicados em detrimento do primeiro-ministro que tinha ameaçado cortar nas taxas de televisão. A estação televisiva, por exemplo, cortou o riso da audiência num programa quando Boris Johnson dizia que era a verdade era absolutamente vital em política, emitindo uma versão editada. Os críticos apontam-lhe ainda vários outros casos em que se repetiram acriticamente informações provenientes de fontes dos Tories.

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