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Bayer reserva 3,8 mil milhões para pagar ações judiciais sobre glifosato

A empresa farmacêutica, dona da Monsanto, enfrenta inúmeras ações judiciais por causa da utilização de glifosato no herbicida RoundUp e pretende tentar resolver os casos em que é acusada de ter provocado linfoma não-Hodgkin sem ir a julgamento.
Embalagens de RoundUp. Foto de Mike Mozart/Flickr.
Embalagens de RoundUp. Foto de Mike Mozart/Flickr.

Em 2018, o gigante farmacêutico Bayer comprou outro gigante, a empresa agro-química norte-americana Monsanto. Desde então, tem enfrentado na justiça norte-americano uma série de casos por causa do RoundUp, um herbicida que contém glifosato. Os utilizadores acusam a empresa de conhecer o caráter cancerígeno do produto.

Na passada semana, a Bayer anunciou uma provisão de 3,8 mil milhões de euros para enfrentar estas ações judiciais nos EUA. Anteriormente, em maio, a empresa tinha proposto reservar 1,6 mil milhões de euros para não ter de ir a julgamento nos casos das pessoas prejudicadas pelo seus produto. Um juiz norte-americano recusou a proposta por considerar o valor insuficiente, não protegendo suficientemente as pessoas que usaram o Roundup antes de fevereiro de 2021 e que ainda não foram diagnosticas com linfoma não-Hodgkin.

A Bayer recorreu para o Supremo Tribunal Federal. No seu discurso oficial diz acreditar ter “boas hipóteses” e “argumentos sólidos”. Contudo, preparou já o cenário desfavorável no qual tem de “ativar um programa próprio de gestão das reclamações” nas palavras de Werner Baumann, diretor-executivo da Bayer, citado pela Lusa. Trata-se, explica-se, de um “programa de administração de sinistros administrado profissionalmente com valores de compensação predeterminados”.

Na mesma ocasião, os responsáveis pela Bayer confirmaram a intenção de substituir, a partir de 2023, os seus produtos que continuam a utilizar glifosato por fórmulas sem a presente deste componente.

A agência noticiosa nacional lembra ainda que o RoundUp está classificado como sendo “provável cancerígeno” pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro da Organização Mundial de Saúde.

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