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Bateu-se o recorde de criação de lixo eletrónico no mundo

Em 2019, produziram-se mais de 50 milhões de toneladas de lixo eletrónico. Apenas 17% deste lixo foi reciclado, mas os especialistas defendem que a totalidade deste montante poderia tê-lo sido.
Lixo eletrónico. Foto de JohnJMatlock/Flickr.
Lixo eletrónico. Foto de JohnJMatlock/Flickr.

O estudo Global E-waste Monitor 2020, que juntou o International Telecommunication Union, o programa Sustainable Cycles da Universidade das Nações Unidas, o United Nations Institute for Training and Research e o Solid Waste Association, mostra que o recorde de produção de lixo eletrónico foi batido em 2019. Produziram-se 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrónico, o que se traduz num aumento de 21% relativamente ao ano em que mais se tinha produzido este tipo de lixo, 2014.

Neste lixo até há materiais altamente rentáveis: um total de 50 mil milhões de euros em ouro, cobre, ferro, por exemplo. Mas também há materiais muito poluentes: as contas apontam para 50 toneladas de mercúrio e 71 mil toneladas de produtos retardantes. Um total de potenciais emissões de CO2 de 98 milhões de toneladas.

Segundo o estudo, apenas 17% do total deste lixo produzido foi reciclado. Um dos seus autores, Rüdiger Kühr, explica, contudo, que a totalidade destes detritos poderia tê-lo sido.

Os pequenos eletrodomésticos lideram a lista com 32% do lixo eletrónico produzido, depois vêm os grandes eletrodomésticos com 24%.

A Ásia é a região do mundo que mais produz lixo deste tipo mas na Europa produz-se três vezes mais lixo por habitante do que o continente asiático. Contas feita por cabeça, um americano gera em média mais de 19 quilos de lixo eletrónico por ano, um alemão perto de 23 e um norueguês mais de 28.

E não vamos ficar por aí. O ritmo do crescimento da produção de lixo eletrónico é três vezes mais rápido que a população mundial. Se nada for feito, em 2030, a quantidade de lixo eletrónico alcançará novo recorde com a produção de 74 milhões de toneladas.

Kühr defende que é possível reverter a tendência. Todos os produtos eletrónicos poderiam ser reciclados. Para além disso, defende um modelo em que não se compraria o produto em si mas o serviço por ele prestado, o que faria com que o produtor criasse produtos mais facilmente reparáveis e recicláveis.

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