Esta sexta-feira, 1 de março, os trabalhadores dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades estarão em greve contra a desregulamentação dos horários e por aumentos salariais, mas também contra a atitude de confronto que a nova empresa - Almeida & Cadima, Ld.ª, pertencente à LSG Group (Lufthansa) - promove desde dezembro, quando passou a explorar o serviço.
“Mal assumiu a concessão, a LSG pôs em causa direitos dos trabalhadores, designadamente deixou de pagar o trabalho em dia feriado conforme determina o Acordo de Empresa com 200%, deixou de pagar o trabalho suplementar, alterou as escalas perturbando a vida pessoal e familiar dos trabalhadores, reduziu o valor mensal pago no subsídio de alimentação, deixou de pagar o subsídio de alimentação nas férias, despediu trabalhadores precários, descontou faltas que antes eram pagas”, diz o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.
Na reunião em que os trabalhadores exigiram a reposição dos seus direitos e “aumentos salariais justos”, a empresa confrontou os sindicatos com propostas para desregulamentar os horários, criando um banco de horas. E quanto ao pagamento dos valores devidos, remeteu para o Código do Trabalho, “em que o patronato só é obrigado a pagar 50% nos feriados e não é obrigado a pagar subsídio noturno no turismo”, refere o sindicato.
Para além de terem servido para despedir trabalhadores com vínculo precário, as mudanças nos horários de trabalho têm reduzido a qualidade da oferta na prestação do serviço a bordo. As novas formas de luta serão discutidas num plenário que tem lugar às 9h30 de sexta à porta da estação de Campanhã, no Porto.