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Barcelona cria fornecedora pública de energia

No projeto, o município define três tipos de clientes: o produtor; o consumidor; e o cliente vulnerável e sem acesso a energia que seria agora incluído na cláusula sobre pobreza energética. O município prevê também comprar aos cidadãos que invistam na micro-geração a partir de painéis fotovoltaicos.
Foto: Fernanda LeMarie. Cancellería del Ecuador
Foto: Fernanda LeMarie. Cancellería del Ecuador

No início de fevereiro, as grandes empresas de energia de Espanha – a Gas Natural e a Endesa – abriram um processo contra a câmara municipal de Barcelona, dirigida por Ada Colau, que lançou um concurso de fornecimento de energia que previa cláusulas de proteção contra a pobreza energética.

Como o Esquerda.net noticiou, a primeira estratégia foi esvaziar o concurso por concertação. No entanto, o município avançou com o concurso, tendo-se candidatado várias pequenas e médias produtoras de energia, o que motivou as duas grandes empresas a considerarem-se vítimas de discriminação.

O imbróglio jurídico ameaçava impedir o desenrolar do concurso. Por isso, o município decidiu avançar com a criação de uma empresa pública de eletricidade.

Eloi Badia, o responsável municipal pela energia, explica que a empresa terá duas tarefas. Em primeiro lugar, garantir a partir do verão de 2018 o fornecimento de energia aos serviços municipais, com um consumo anual de 179 gigawatts e uma fatura anual de 34 milhões de euros que a nova empresa permitira reduzir em pelo menos 500 mil euros/ano. Assim que esta fase estiver garantida, a empresa poderá começar a servir os próprios cidadãos a partir de 2019. No entanto, o regime legal em vigor não permite a uma empresa pública que forneça serviços a privados além de 20% do volume de negócios da empresa, o que atualmente só permitirá o acesso a 20 mil famílias.

No entanto, à medida que a nova empresa aumentar os serviços prestados à volta de Barcelona, o número de famílias a usufruir das novas tarifas também aumentará.

No projeto, o município define três tipos de clientes: o produtor; o consumidor; e o cliente vulnerável e sem acesso a energia que seria agora incluído na cláusula sobre pobreza energética. Prevê também comprar aos cidadãos que invistam na micro-geração a partir de painéis fotovoltaicos.

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