You are here

Banif: relatório preliminar é "ponderado na distribuição de responsabilidades"

Mariana Mortágua reagiu à divulgação do relatório preliminar da comissão de inquérito ao Banif e comentou os dados da execução orçamental revelados esta segunda feira que, segundo a deputada, "vêm tirar o tapete às críticas da direita e de Passos Coelho".
Mariana Mortágua, foto de Tiago Petinga/Lusa

Mariana Mortágua reagiu na segunda feira ao relatório preliminar da Comissão de Inquérito ao Banif, afirmando que é "ponderado na distribuição de responsabilidades entre o governo anterior e o atual governo, deixando claras as responsabilidades do supervisor, do Banco de Portugal, e das instituições europeias".

No entanto, Mariana Mortágua afirma que o Bloco irá propor algumas alterações ao relatório, para alguns dos pontos essenciais do processo fiquem ainda mais claros. Entre eles, a deputada bloquista destaca "a crítica à Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, a discricionariedade das instituições europeias e a forma como se recusaram a colaborar com a comissão de inquérito, a forma como empurraram o Estado português para aquela que seria a pior decisão possível, que foi a venda ao Santander, deve estar muito clara neste relatório".

"Da mesma forma que deve estar muito clara a incompetência do Banco de Portugal e do seu governador em todo este processo, na forma como foram incapazes de antever os problemas. E deve estar claro como o anterior governo, que durante anos não foi capaz de solucionar uma grande divergência entre a Comissão Europeia e a troika no que diz respeito ao Banif e ao seu plano de reestruturação, empurrou com a barriga ao longo dos anos. E devem ainda especificar-se mais claramente as responsabilidades do governo atual, que acabou por não conseguir defender aquela que seria uma boa solução, que era a integração na Caixa Geral de Depósitos, tendo cedido à venda ao Santander, com prejuízo", acrescentou Mariana Mortágua. 

"Dados da execução orçamental mostram que as sanções são relativas ao mandato de Passos Coelho" 

Mariana Mortágua comentou ainda os dados da execução orçamental revelados esta segunda feira, que, segundo a dirigente bloquista, "vêm tirar o tapete às críticas que a direita e Pedro Passos Coelho têm feito sistematicamente a anunciar o suposto desastre, que não chega porque não existe". Os dados "vêm também dar força à ideia que as sanções com que a Comissão Europeia ameaça, que Passos Coelho e o PSD querem transformar em sanções políticas a este governo, são, de facto, sanções sobre a execução orçamental do mandato de Maria Luís Albuquerque e de Pedro Passos Coelho", concluiu Mariana Mortágua.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)