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Banif: “Negligência de Maria Luís Albuquerque limitou as soluções”

Mariana Mortágua reage à notícia que Bruxelas tinha proposto em dezembro de 2014 à anterior Ministra das Finanças uma solução para o banco.
Foto de Tiago Petinga/Lusa

A Comissão Europeia enviou um documento à Ministra das Finanças do anterior governo, Maria Luís Albuquerque, com uma proposta de solução para o Banif. O documento agora divulgado tem a data de 12 de dezembro de 2014.

No documento enviado e citado pelo Diário Económico, a Comissão Europeia sugeria a venda gradual do Banif até 2017 para que o Estado recuperasse totalmente os 825 milhões injetados no banco. Bruxelas entendia que a solução apresentada iria resolver rapidamente o problema do banco, dividindo-o entre ativos “tóxicos” e saudáveis, que seriam vendidos gradualmente. A solução proposta iria permitir igualmente, segundo o documento da Comissão publicado pelo Diário Económico, "recuperar totalmente a ajuda concedida pelo Estado ou pelo menos remunerá-la adequadamente".

A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, que assina a carta, pedia ao governo de Passos Coelho e de Paulo Portas que apresentassem até março de 2015 um plano credível, ou abriria uma investigação ao banco em questão. Como o anterior governo nunca entregou o documento, a Comissão abriu uma investigação em julho de 2015.

Mariana Mortágua, economista e deputada do Bloco, prestou declarações ao esquerda.net sobre o caso, denunciando tratar-se de mais uma prova da decisão premeditada da ministra Maria Luís Albuquerque nada fazer para resolver o problema do banco. “Isto demonstra mais uma vez o que já conhecíamos e sabíamos, que a Ministra das Finanças teve este dossier na sua secretária desde o início de 2013 e que, apesar da atitude da Comissão Europeia, que alternou entre a conivência e a pressões, escolheu nada fazer para forjar uma saída limpa. Esta negligência limitou o campo das possíveis soluções para o Banif que permitissem poupar custos aos contribuintes”.

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