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Bancos despediram 1620 trabalhadores no último ano

Os cinco maiores bancos a operar em Portugal despediram, no ano passado, 1620 trabalhadores e encerraram cerca de 200 balcões.
Srgpicker/Flickr

Segundo dados compilados pelo Dinheiro Vivo, com base nos relatórios e contas, a vaga de despedimentos foi liderada pelo BCP que dispensou 711 trabalhadores. Se no final de setembro de 2014 este banco contava com 8266 trabalhadores em Portugal, em setembro passado este número tinha descido para 7555.

O Presidente do conselho de administração do BCP, Nuno Amado afirmou durante a apresentação de resultados, que “a implementação do plano negociado com Bruxelas, no âmbito do apoio estatal, prossegue a bom ritmo, estando a ser “cumpridos os objetivos estratégicos traçados.” Este plano implicou uma redução de custos sustentada na diminuição de trabalhadores e agências”,sublinhou.

Por seu turno, o Santander Totta deixou de contar com 30 funcionários, em processos de “reformas normais”, disse António Vieira Monteiro, presidente daquela instituição que acrescentou: “O número de pessoas que atualmente temos no banco é adequado e vai permanecer estável.”

Entre as restantes instituições financeiras, o BPI reduziu o seu quadro de pessoal em 144 trabalhadores nos últimos doze meses, e tem agora menos de 6000 funcionários a trabalhar em Portugal.

O presidente do banco, Fernando Ulrich, disse que “o banco já fechou este ano todas as agências que tinha programado, adiantando que “a redução de custos será mantida a médio prazo.”

No caso do Banif, o número de despedimentos ascendeu a 338 trabalhadores no último ano. No final de Setembro, o banco tinha pouco mais de 1700 funcionários.

Já a Caixa Geral de Depósitos vai eliminar mais de 400 postos de trabalho durante este ano. O número final dependerá da adesão ao processo de “reformas antecipadas” que o banco estatal tem em curso, pelo que o número final de despedimentos poderá atingir os 420 trabalhadores.

A supressão de postos de trabalho foi acompanhada por uma diminuição do número de agências. No total, os cincos bancos fecharam 200 balcões. O BPI fechou 70 balcões em Portugal enquanto o Banif e o BCP encerraram, respetivamente 43 e 42 agências. A CGD fechou 25 balcões e um gabinete direcionado para as empresas, enquanto que o Santander Totta encerrou 19 agências.

Estes números vão aumentar quando for revelado o processo de reestruturação do Novo Banco, que prevê um redimensionamento da sua estrutura, através do encerramento de balcões e da redução do número de trabalhadores.

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