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Bancários ameaçam com greve geral contra despedimento coletivo no Santander

O banco quer despedir 350 trabalhadores que não aceitaram as propostas de rescisão. Sindicatos querem investigação sobre assédio e discriminação neste processo por parte do Santander e prometem medidas concertadas contra o despedimento.
agência Santander Totta
Foto de Paulete Matos

Em comunicado divulgado na segunda-feira em resposta ao anúncio da “rescisão unilateral” de 350 trabalhadores do Banco Santander Totta, o Mais Sindicato e os sindicatos dos Bancários do Norte (SBN) e do Centro (SBC) afirmam que irão avaliar “políticas concertadas de luta e reivindicação sindical, sem colocar de parte nenhuma medida, nomeadamente a convocação de uma Greve Geral do sector”.

“A Banca foi longe demais. Declarou guerra aos trabalhadores e aos seus sindicatos – e terá uma resposta como nunca viu… ou imaginou”, ameaçam as direções sindicais face à decisão do Santander, que lucrou em Portugal 81.4 milhões de euros no primeiro semestre do ano.

Os três sindicatos afetos à UGT vão também solicitar uma reunião urgente com a administração do banco para “perceber o alcance das medidas anunciadas” e pedir à Autoridade para as Condições do Trabalho, Procuradoria Geral da República e Provedoria de Justiça uma análise à postura do Banco Santander ao longo do processo, “denunciando, do mesmo passo, uma política de assédio e de discriminação, passível de investigação e condenação”.

Para estes sindicatos, não se encontram reunidas “as condições legais para qualquer despedimento coletivo na Banca, nomeadamente “despedimentos” feitos à medida, com processos prévios de negociação, assentes na pressão do próprio despedimento”.

O mais recente processo de despedimentos em curso na banca portuguesa ameaça deixar sem trabalho milhares de bancários. Os 350 funcionários do Santander agora ameaçados de despedimento fazem parte de um grupo de 685 trabalhadores pressionados pela administração a sair, tendo os restantes aceitado as propostas de rescisão voluntária ou passagem à reforma.

Também o BCP tem em marcha um plano de redução de trabalhadores que poderá abranger entre 800 e mil saídas. O prazo para a aceitação das propostas de rescisão terminou a 18 de agosto, mas o banco ainda não divulgou qual foi a adesão e se irá imitar o Santander num novo despedimento coletivo.

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