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Banca portuguesa: menos quase mil trabalhadores e cem balcões encerrados em 2019

Os cinco maiores bancos nacionais reduziram os seus efetivos em 990 trabalhadores e fecharam 104 balcões só no ano passado. A CGD foi a recordista com menos 575 trabalhadores. E o BCP foi quem mais balcões fechou: 41. Neste aspeto o banco público tem resultados diferentes: só encerrou três agências.
Balcão da Caixa Geral de Depósitos. Foto de Paulete Matos.
Balcão da Caixa Geral de Depósitos. Foto de Paulete Matos.

No final de 2019, havia 30201 trabalhadores nos cinco maiores bancos nacionais. Isto significa uma redução de 990 trabalhadores na Caixa Geral de Depósitos (CGD), Santander Totta, BCP, BPI e Novo Banco.

As tendências são contraditórias. Se a CGD foi quem reduziu mais o seu número de trabalhadores, foi também quem menos agências encerrou. Por outro lado, o BCP até aumentou o número de funcionários, sendo o único dos maiores bancos a fazê-lo, mas liderou os números de encerramentos de agências. Este banco tinha 7095 funcionários em 2018 e, no passado, passou a mais 109.

Um número que não é suficiente para contrariar a tendência do resto do setor bancário português. Só o banco público passou a ter em 2019 menos 575 trabalhadores, sendo agora 7100.

O Santander Totta também emagreceu substancialmente o seu quadro de pessoal: de 6437 passou para 6188, uma redução de 249 trabalhadores. O Novo Banco acabou 2019 com menos 227 trabalhadores do que tinha no ano anterior, passando de 5096 para 4869. O BPI reduziu efetivos em 48, passando de 4888 para 4840.

Balcões bancários continuam em queda

O número de balcões bancários no país continua a cair. Em onze anos, entre 2008 e 2019, fecharam dois mil balcões, um terço dos que existiam. De 2018 para o final de 2019, a mesma tendência ocorreu: os cinco maiores bancos do país passaram a ter menos 104 agências abertas. Eram 2455 no final de 2018, passaram a ser 2351 em 2019.

Neste particular, é o BCP que lidera: fechou 41 agências, passando de 546 no final de 2018 para 505 no final de 2019. O Santander encerrou 30, ficando com 505, o BPI 15, contando com 406 neste período. O Novo Banco ficou com menos 15 balcões, tendo no final de 2019 387. A CGD apenas encerrou três unidades, continuando a liderar no número de agências no país: passado de 551 locais abertos ao público para 548.

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