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Baldio de Vale da Trave: Propriedade comunitária com futuro

O Baldio de Vale da Trave, uma “organização comunitária, sem fins lucrativos”, tem vindo a potenciar o valioso património natural e a colocá-lo ao serviço dos povos da serra. O deputado Carlos Matias visitou-o e ouviu opiniões sobre o projeto de Lei sobre os Baldios apresentado pelo Bloco de Esquerda.
O Baldio de Vale da Travetem vindo a potenciar o valioso património natural e a colocá-lo ao serviço dos povos da serra
O Baldio de Vale da Travetem vindo a potenciar o valioso património natural e a colocá-lo ao serviço dos povos da serra

Subindo por estradas sinuosas ao planalto de Santo António, entre as Serras de Aire e Candeeiros, na freguesia de Alcanede (Santarém), a paisagem natural de vegetação rasteira e pouco arborizada esconde uma enorme riqueza. Aí, o Baldio de Vale da Trave, uma “organização comunitária, sem fins lucrativos” - como o próprio se define -, tem vindo a potenciar esse valioso património natural e a colocá-lo ao serviço dos povos da serra.

O deputado Carlos Matias do Bloco de Esquerda visitou o baldio e reuniu com o Conselho Diretivo. Segundo explicou ao Esquerda, tratou-se de “conhecer de perto mais um caso de boa gestão dos baldios”. E, por outro lado, de “ouvir opiniões sobre o projeto de Lei sobre os Baldios que o Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República, uma iniciativa que será discutida na próxima sessão legislativa.”

Formalmente, a Assembleia de Compartes de Vale da Trave tem apenas 10 anos, feitos há pouco. Mas perdem-se nos tempos a memória e o uso dessa propriedade comunitária.

Democraticamente, os cerca de cento e vinte habitantes dos lugares serranos decidem onde aplicar os 75 mil euros de receitas anuais. Os proveitos vêm da exploração de pedreiras, da recolha de ervas aromáticas e de algum turismo. Não estão excluídos outros aproveitamentos futuros, como o das eólicas.

Para Carlos Matias, o caso de Vale da Trave demonstra que “os baldios podem ser bem geridos, democraticamente, criando riqueza para a comunidade e respeitando o ambiente”

Para Carlos Matias, o caso de Vale da Trave demonstra que “os baldios podem ser bem geridos, democraticamente, criando riqueza para a comunidade e respeitando o ambiente”

A opção tem sido reinvestir as receitas na rearborização da serra com espécies diversificadas, em melhorar caminhos e construir pequenas benfeitorias de uso comum.

Para o deputado do Bloco de Esquerda, o caso de Vale da Trave demonstra que “os baldios podem ser bem geridos, democraticamente, criando riqueza para a comunidade e respeitando o ambiente”.

Pelo contrário, “a lei dos baldios, aprovada pela maioria PSD e CDS e ainda em vigor, visava abrir caminho à privatização das áreas dos baldios, para que um dia apenas alguns viessem a beneficiar do que é dos povos”, declarou Carlos Matias ao esquerda.net “Por isso o Bloco avançou com a iniciativa de uma nova Lei dos Baldios que revogue a Lei ainda em vigor e assegure direitos ancestrais das comunidades, de acordo com os seus usos e costumes”.

Vale da Trave Terra das Ervanárias - imagem retirada de baldiodovaledatrave.blogspot.pt

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