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Balanço positivo da primeira semana da greve dos Estivadores

Segundo o Sindicato dos Estivadores, primeira semana de greve provocou “um autêntico e generalizado caos” nos portos. Paralização mantém-se até 11 de dezembro.
Foto do Blogue do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal

O Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal declarou greve contra “unilateral declaração patronal da caducidade do contrato colectivo em vigor” um “instrumento regulador das imensas especificidades do trabalho nos portos”.

A greve manter-se-á até 11 de dezembro e, segundo comunicado emitido pelo sindicato, a primeira semana de greve, de 14 a 20 de novembro provocou “um autêntico e generalizado caos” nos portos apesar de, durante a greve, os estivadores terem estado “disponíveis para trabalhar porque, até agora, ainda não se verificou qualquer das condições anunciadas no pré-aviso de greve que determinarão a paragem total das operações, nomeadamente a tentativa de substituir os estivadores profissionais por mão-de-obra alternativa que alguns patrões continuam a recrutar nos bastidores”. Este tipo de contratações “têm como objectivo final a substituição de todo o colectivo de estivadores profissionais por um mar de trabalhadores desorganizados e sem direitos laborais”, acrescenta o sindicato.

As empresas portuárias, por razões que agora começam a ficar claras, tentam provocar um crescente caos no porto de Lisboa, danos irreversíveis à economia nacional e ao próprio porto, ao serviço de outros interesses, nomeadamente imobiliários, para falsa e cobardemente acusarem desta catástrofe orquestrada os estivadores

Durante esta primeira semana de greve os estivadores estiveram sujeitos “à realização de trabalho suplementar” que “face às pressões e assédio contínuo, alguns estivadores aceitaram fazer, mesmo numa situação de greve, embora as empresas estejam a desrespeitar a legislação em vigor, dado a maior parte dos estivadores já ter ultrapassado os limites legais de trabalho suplementar”. O sindicato questiona, “Como podem as empresas portuárias de Lisboa explicar que, neste contexto, a maior parte das operações portuárias estejam a sofrer quedas brutais de produtividade, equipas de trabalho sejam anuladas, navios estejam a aguardar durante várias dias a possibilidade de operarem, e outros navios estejam a ser desviados para outros portos?”.

“As empresas portuárias ou, pelo menos, algumas dessas empresas, por razões que agora começam a ficar claras, pelas negociatas à beira de serem finalizadas, tentam provocar um crescente caos no porto de Lisboa, danos irreversíveis à economia nacional e ao próprio porto, ao serviço de outros interesses, nomeadamente imobiliários, para falsa e cobardemente acusarem desta catástrofe orquestrada os estivadores”, conclui o sindicato.

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