O MP defendeu que os arguidos fossem condenados a penas de prisão ou a penas de multa. Feito após a audição do cineasta João Salaviza, testemunha, o pedido do MP desagradou ao advogado de defesa, que pediu a “absolvição dos arguidos de todos os crimes de que são acusados”.
O advogado, citado pela RTP, considera ainda que os testemunhos prestados pelos agentes da PSP em julgamento são “contraditórios e não credíveis”, dizendo ainda que alguns dos testemunhos dos agentes da PSP “são falsos” e que os polícias faltaram “à verdade perante o tribunal”.
Bruno Andrade, José Júnior, Teodoro Ferreira e Bruno Fonseca estão acusados pelo MP de ofensas à integridade física qualificada, de injúria agravada, de dano e de participação em motim.
O MP acusa-os de arremesso de pedras e de injúrias sobre polícias no decorrer da manifestação de 21 de janeiro, organizada para protestar contra o racismo e a intervenção violenta da PSP ocorrida no dia anterior no Bairro da Jamaica, no Seixal.
No seu testemunho, João Salaviza destacou a atitude “racista” das forças policiais, reproduziu alguns dos insultos que ouviu, vindos das forças policiais, e disse “estranhar” que tenham sido atiradas centenas de pedras e não ter sido atingido por nenhuma. Já na altura da manifestação, o realizador tinha dado testemunhos sobre a repressão por parte das forças policiais.