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Bairro 6 de Maio: desalojados exigem resposta do Governo

Desalojados do Bairro de 6 de Maio, na Amadora, encontram-se no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, para exigir uma reunião que dê resposta ao problema que estão a viver.
Os poderes públicos continuam a ignorar os problemas dos desalojados. Foto Habita
Os poderes públicos continuam a ignorar os problemas dos desalojados. Foto Habita

Em declarações ao esquerda.net, Maria João Costa da direção da associação Habita afirmou que alguns dos cidadãos que se encontram nas instalações do ministério já foram desalojados e outros temem que isso venha a acontecer uma vez que as demolições levadas a cabo pelo município da Amadora serão retomadas no início de 2017.

Habitação: um direito constitucional

“As pessoas que já foram desalojadas encontram-se neste momento em casas de familiares e qurem que seja encontrada uma solução que vá ao encontro do que está estipulado na Constituição e que garante o direito à habitação a todas as pessoas”, afirmou

Aquela dirigente disse ainda que em 7 de novembro foi solicitada com caráter de urgência uma reunião ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, destinada a encontrar uma solução para o problema mas até ao momento não houve qualquer resposta por parte dos responsáveis.

“A Câmara Municipal da Amadora envia estas pessoas para a Segurança Social e aquilo que lhes é proporcionado é um abrigo temporário onde podem apenas pernoitar num período que se situa entre os 5 e os 15 dias”, sublinhou.

Perante este cenário, Maria João Costa acrescenta que desta forma as autoridades estão a “ fabricar pessoas sem abrigo sejam idosas, crianças ou doentes”.

A Habita emitiu um comunicado onde refere que “não abdica de continuar a exigir à Câmara Municipal da Amadora a suspensão imediata das demolições e ao Ministério do Ambiente, que tutela a Habitação, uma solução digna para este caso”.

“Os moradores estão no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, entidade, aliás que quer a Câmara Municipal da Amadora quer o Ministério. do Ambiente afirmam que devem ser dirigidas as demandas de solução para os sem abrigos que estão a ser gerados pelo Estado para que sejam agilizados processos de resposta aos desalojados”, sublinha a nota daquela associação.

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