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Aviso DGS: Não adie o teste do pezinho, consultas de vigilância e vacinação infantil

O adiamento dos serviços não urgentes nas unidades de saúde não implica o adiamento do rastreio dos recém-nascidos e as consultas dos primeiros anos de vida, avisa a Direção Geral de Saúde.
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Foto Heather Katsoulis/Flickr

Com o SNS a reconfigurar os serviços para dar resposta ao combate ao Covid-19 e evitar o contágio aos utentes, muitas pessoas têm visto as suas consultas adiadas e deixaram de recorrer às urgências, privilegiando os meios de aconselhamento e encaminhamento telefónico.

Mas há cuidados de saúde que não devem ser deixados para depois da pandemia, alerta a Direção Geral de Saúde, através da sua Divisão de Saúde Sexual, Reprodutiva, Infantil e Juvenil. No comunicado emitido esta quinta-feira, informa que “não devem ser adiadas a realização do rastreio aos recém-nascidos previstos no Programa Nacional do Rastreio Neonatal (PNRN) (‘teste do pezinho’), as consultas de vigilância de saúde infantil e juvenil (PNSIJ) e o cumprimento do Programa Nacional de Vacinação (PNV)”.

Por outro lado, o trabalho destas equipas passa também pela deteção precoce de fatores de risco individuais, familiares e do contexto socioeconómico que possam comprometer o bem-estar e a segurança  da  criança. Ora esses fatores podem ser agravados pelas atuais restrições impostas, como o confinamento, tratando-se de mais uma razão para a importância de manter este acompanhamento, prossegue o comunicado.

Assim, os país de recém-nascidos devem manter os procedimentos previstos no Programa  Nacional do Rastreio Neonatal (Teste do pezinho”), “que deverão ser realizados entre o 3º e 6º dia após o nascimento, no mesmo momento da 1ª consulta médica programada que deverá ocorrer na 1ª semana após o nascimento”.

As consultas de vigilância e vacinas devem ser programadas de forma a serem feitas na mesma deslocação ao serviço de saúde. A prioridade é dada às seis consultas no primeiro ano de vida, uma consulta entre os 18 e 24 meses e uma consulta aos 5 anos. No que diz respeito à vacinação, será dada também prioridade à identificaçao de elegibilidade para BCG nas consultas até aos 5 anos de idade, seguida de vacinação imediata dos elegíveis. E também a vacinação de crianças pertencentes a grupos de risco para doença invasiva meningocócica B e para  doença invasiva pneumocócica.

Do lado dos serviços de saúde, devem ser encontradas formas de cumprir o plano nacional de saúde infantil e juvenil, por exemplo com recurso à telemedicina. As crianças e jovens em risco “devem continuar a ser alvo de especial atenção, bem como de medidas imprescindíveis e acompanhamento inadiável das necessidades de saúde decorrentes da sua situação específica”, refere a DGS, através da articulação dos diferentes programas e equipas de suporte a elas destinadas.

As deslocações às consultas e vacinação devem ser programadas e cada criança deverá ser acompanhada por apenas um cuidador, evitando as acumulações em sala de espera e mantendo as regras de distanciamento. Os brinquedos e material didático dos espaços comuns deve ser retirado e o espaço e mobiliário dessas áreas desinfetado com frequência.

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