You are here

Autor de livro sobre Marielle morto a tiro no Rio de Janeiro

De acordo com testemunhas, os tiros partiram de dentro de um carro, tal como aconteceu na execução de Marielle Franco. A par de um livro em homenagem à vereadora, Leuvis Olivero escreveu também “Enquanto o ódio governava, a rua falava”, numa crítica a Jair Bolsonaro.
Leuvis Manuel Olivero, escritor e capoeirista de 38 anos (Imagem reprodução).

De acordo com o G1, o escritor e capoeirista dominicano, a viver no Brasil há dez anos, foi assassinado no dia 10 de outubro quando caminhava numa rua da Tijuca,no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, testemunhas relataram que os tiros partiram de dentro de um carro, tal como aconteceu na execução de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a 14 de março de 2018.

Leuvis Manuel Olivero, de 38 anos, tem onze livros publicados, um dos quais em homenagem à vereadora.

Noutra obra, intitulada “Enquanto o ódio governava, a rua falava”, tece várias críticas ao governo de Jair Bolsonaro.

Amigos do escritor fizeram, no passado domingo, dia 17, um protesto no lugar onde o crime ocorreu. Pediram empenho das autoridades na investigação do crime.

"Ele era muito envolvido com causas sociais e combatia o preconceito de todas as formas, religioso, racial, social. Ele era uma pessoa positiva, um pacifista e se envolvia muito nas causas em que lutava. Tirando a sua militância, ele era um grande pai, estava com a sua filha em tudo que é canto. Um grande homem, super inteligente, solícito e ajudava toda a gente”, afirmou dos presentes, citado pelo Brazilian Times.

De acordo com este jornal brasileiro, Olivero terá dito aos amigos “que se sentia perseguido”.

Novo mandado de detenção para suspeito da morte de Marielle

Na passada quinta-feira, o principal suspeito da morte de Marielle, a cumprir prisão preventiva, e a mulher foram alvo de novos mandados de prisão, desta vez por lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público brasileiro, sete meses após o crime foi feito um depósito na conta do antigo polícia de 100 mil reais em dinheiro, o equivalente a perto de 15.700 euros.

Mais de três anos passados desde o assassinato da “mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”, como se identificava a vereadora carioca do PSOL, e de Anderson Gomes, continuam por identificar os mandantes deste crime político. E continua a ser exigida justiça.

Termos relacionados Internacional
(...)