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Autoeuropa: Bloco quer garantir 300 postos de trabalho no Parque Industrial

Trabalhadores das empresas que fornecem a Autoeuropa têm o posto de trabalho em risco. Foto Faurecia.

A quebra prevista na produção diária de automóveis na Autoeuropa até meados do próximo ano está a pôr em risco 300 postos de trabalho nas empresas do Parque Industrial. Para garantir a manutenção desses postos de trabalho, José Soeiro defendeu esta terça-feira que o governo deve aplicar uma medida que já foi usada em 2009 e integrar os trabalhadores em programas de formação com a duração de 10 a 12 meses.

"Vamos solicitar a intervenção do Governo para que, em colaboração com a comissão de trabalhadores e a administração das empresas, se garanta uma solução que passe pela manutenção de postos de trabalho nesta fase de transição", disse à agência Lusa o deputado bloquista.

Para José Soeiro, o essencial "é garantir os postos de trabalho, arranjar uma solução para este período de transição, no qual os trabalhadores podem fazer formação e quando voltar a haver produção do novo modelo esses mesmos trabalhadores voltarem a ser recrutados, reconhecendo-se os seus direitos, os seus salários, a sua antiguidade". A solução proposta pelo Bloco deve envolver o Instituto do Emprego e Formação Profissional e “as empresas têm que dar a garantia ao Estado que vão integrar estas pessoas", acrescentou.

Esta solução vai ao encontro do que tem defendido a Comissão Coordenadora do Parque Industrial da Autoeuropa. "Queremos que o Bloco nos ajude a pressionar o Governo para encontrar soluções para a formação destas pessoas, que é uma das nossas preocupações", afirmou Daniel Bernardino à Lusa, lembrando que "o problema da Autoeuropa ficou resolvido entre a administração e a sua comissão de trabalhadores, mas este problema não se está a resolver, até à data, com as empresas do parque industrial".

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