A Áustria anunciou nesta quarta-feira, 31 de outubro, que sai do Pacto Global pela Migração Segura, Ordenada e Regular.
Segundo a Euronews, o chanceler austríaco Sebastian Kurz, conservador do partido ÖVP, e o vice-chanceler Heinz-Christian Strache, líder do partido de extrema-direita FPÖ, consideram que o pacto não é adequado e dizem que temem a perda de soberania.
A Áustria segue-se às também já anunciada saídas de Austrália e Hungria e ao boicote de Trump, que recusou a assinatura do Pacto em julho passado.
Nesta quinta-feira, 1 de novembro, a ONU lamentou a saída da Áustria. Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou em conferência de imprensa: "o problema da migração creio que é claramente um problema que só pode ser solucionado através da cooperação internacional e isso é exatamente o que o Pacto para a Migração faz".
"É triste ver a Áustria sair, bem como outros países", disse Dujarric, que sublinha que a migração vai continuar, com ou sem acordo, e que o melhor é tratar a questão de forma organizada.
"Trata-se de gerir os movimentos em massa de pessoas, retirar o controlo aos cartéis criminosos, que manipulam atualmente as políticas, e entregá-las aos Estados membros", salientou Dujarric, que realçou também que esta é uma maneira de garantir que os direitos humanos dos refugiados e dos migrantes sejam respeitados e que é feito de modo a beneficiar todos. A União Europeia também criticou a decisão do governo austríaco.
O Pacto Global pela Migração foi assinado em julho passado e será adotado numa conferência intergovernamental, que terá lugar em Marrakesh, Marrocos, nos dias 10 e 11 de dezembro próximos.