Austrália renuncia a legislação de redução de gases de efeito de estufa

20 de August 2018 - 10:48

O governo australiano deu um passo atrás face ao objetivo de reduzir em 26% das emissões de gases com efeito de estufa. A Austrália é um dos países com maior emissão destes gases.

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Austrália renuncia a legislação de redução de gases de efeito de estufa
Turnbull é primeiro-ministro desde 2015, altura em que substituiu Tony Abbott, do mesmo partido. Foto de thejointstaff/Flickr.

O governo australiano renunciou à legislação de redução de emissões de gases com efeito de estufa, dando um passo atrás face à proposta do primeiro-ministro liberal Malcolm Turnbull.

Devido à dependência maciça do carvão e da população relativamente restrita, 25 milhões de habitantes, a Austrália consta dos lugares cimentos dos países que gera mais gases com efeito de estufa por habitante.

O primeiro-ministro australiano reconheceu que a oposição da maioria à sua proposta implicaria um recuo na proposta inicial: a inscrição na lei do objetivo de redução de emissão de gases com efeito de estufa.

O país tinha-se comprometido com a redução em 26% das emissões de gases com efeito de estufa durante o governo de Tony Abbott. Abbott fora primeiro-ministro até setembro de 2015, altura em que foi substituído por Turnbull, atual governante e membro do mesmo partido.

O objetivo seria a redução das emissões em 26% em relação ao nível de 2015 e até 2030 para lutar contra o aquecimento climático e foi oficializado no final de 2015 no Acordo de Paris. Na altura, a oposição considerou este compromisso insuficiente.

Turnbull, segundo noticiado pela agência Lusa, é considerado mais agressivo que o antecessor na questão das alterações climáticas e pretendia inscrever este objetivo na lei, no âmbito do plano energético denominado Nacional Energy Guaranty (NEG).

Mas Abbott, que em 2015 considerou o objetivo dos 26% como "sólido, bom, responsável do ponto de vista económico e ambiental", já não mantém a mesma opinião.

Esta mudança de rumo surge num momento em que os consumidores australianos estão descontentes contra a subida dos preços da eletricidade, devido ao encerramento de centrais de carvão. Tonny Abbott manifestou-se contra a inscrição na lei daquele objetivo do Acordo de Paris, tal como vários deputados de direita, que ameaçaram votar contra o plano energético de Turnbull.