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Austeridade levou à emigração de milhares de enfermeiros, denuncia bastonária

"Se o país virou a página da austeridade e saiu do estado de emergência, está na hora de dar condições aos enfermeiros para que seja possível cuidar das pessoas como elas merecem", defendeu a nova bastonária da Ordem dos Enfermeiros, que integra o Conselho Nacional do PSD e foi adjunta do ex-secretário de Estado da Saúde Carlos Martins no Governo de Durão Barroso.
Foto de João Manuel Ribeiro/Lusa - arquivo.

No discurso da tomada de posse dos novos órgãos estatutários da Ordem dos Enfermeiros, que teve lugar na reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Ana Rita Cavaco lembrou que, nos últimos anos, emigraram milhares de profissionais.

"Eles longe e nós aqui, a precisar tanto do seu profissionalismo e da sua paixão", lamentou, sublinhando que "os cortes financeiros, a má gestão dos serviços e as duvidosas nomeações para a gestão de topo na saúde exigem aos enfermeiros escolhas cada vez mais difíceis".

A nova bastonária, que integra o Conselho Nacional do PSD e foi adjunta do ex-secretário de Estado da Saúde Carlos Martins no Governo de Durão Barroso, afirmou ao ministro Adalberto Campos Fernandes que pode contar com a OE para "evitar a fuga de mais jovens altamente qualificados".

"Se o país virou a página da austeridade e saiu do estado de emergência, está na hora de dar condições aos enfermeiros para que seja possível cuidar das pessoas como elas merecem", frisou, defendendo que "não há regulação da profissão sem assegurar um número mínimo de enfermeiros nos serviços que garanta a segurança das pessoas e sem assumir que os baixos salários têm influência direta na prestação dos cuidados”.

Segundo dados da OE, citados pelo Correio da Manhã, nos últimos sete anos, 14 780 enfermeiros pediram a documentação para emigrar. Destes, 7357 pertencem ao Norte do País.

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