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“Aumentar escalões de IRS é essencial para conseguir alívio nos rendimentos"

Durante uma visita ao mercado de Benfica, Catarina Martins defendeu que “começar a desfazer o enorme aumento de impostos, com mais escalões de IRS, é essencial para conseguir esse alívio nos rendimentos da generalidade das famílias”.
Catarina Martins defendeu que “é essencial conseguir, no IRS, um alívio dos rendimentos do trabalho, não só de quem ganha menos mas também da chamada classe média. Foto de Paulete Matos.

“Há uma enorme expectativa nas pessoas com quem falamos sobre a melhoria das condições concretas de vida”, frisou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas.

“Quem fala connosco vai reconhecendo que houve melhorias, mas também fala do tanto que ainda falta por fazer. Das pensões que ainda são muito baixas, ou do salário que ainda não chega, das horas extraordinárias que ainda não são pagas, das dificuldades no acesso à habitação e aos transportes…”, acrescentou a coordenadora do Bloco.

Catarina Martins sublinhou ainda que “essa exigência é uma exigência de quem, tendo confiança numa nova solução política, e vendo os resultados da economia que está a melhorar, aguarda que essa melhoria possa fazer efeito na vida concreta”.

“Essa é a grande responsabilidade que temos agora”, assinalou a dirigente bloquista, avançando que “é por isso que temos dito que é preciso recuperar rendimentos do trabalho, de pensões e salários, e que precisamos, seguramente, de recuperar os serviços públicos – a Saúde, a Educação, os Transportes, aquilo que pode fazer a diferença e que foi muito atacado nos anos de PSD, CDS e troika”.

“Havendo já algumas melhorias, elas acabam por ser frágeis perante tamanha destruição e aquilo que é a expectativa das pessoas para as soluções concretas para a sua vida”, apontou Catarina Martins.

IRS: É essencial conseguir um alívio nos rendimentos do trabalho

 A coordenadora do Bloco frisou que “é essencial conseguir, no IRS, um alívio nos rendimentos do trabalho, não só de quem ganha menos mas também da chamada classe média, que tem uma carga fiscal muito grande em Portugal e que, com isso, reduz muito o seu rendimento, o seu salário e a sua pensão”.

“Começar a desfazer o enorme aumento de impostos, com mais escalões de IRS, é essencial para conseguir esse alívio nos rendimentos da generalidade das famílias”, defendeu.

Segundo Catarina Martins, há depois a questão dos serviços públicos, que é uma prioridade para o Bloco. “Precisamos de mais capacidade, principalmente na Saúde e Educação”, realçou.

A dirigente do Bloco referiu ainda que há “injustiças, junto daqueles que são mais vulneráveis, que ainda estão por corrigir”.

Lembrando que já demos um passo importante nas reformas antecipadas para quem começou a trabalhar aos 12, 14 anos, Catarina Martins destacou, contudo, que “há tantas pessoas que, nas mesmas condições, pediram a reforma ainda no âmbito da legislação da direita e que hoje ganham 150 euros por mês.

“Precisamos, seguramente, de ir mais longe para conseguir fazer justiça a quem trabalhou e a quem contribuiu toda uma vida”, vincou, apontando que “hoje o país está em melhores condições do que alguma vez esteve para dar estes passos de justiça essencial a quem trabalha e a quem trabalhou tanto”.

“O que mede recuperação da nossa economia são as condições concretas das pessoas”

Questionada sobre o facto de a Moody ter alterado a perspetiva da dívida portuguesa de "estável" para “positiva”, Catarina Martins afirmou que a agência de rating veio reconhecer a melhoria da economia e que tudo aquilo que possa aliviar a pressão sobre a dívida são boas notícias.

Contudo, a coordenadora do Bloco enfatizou que “o que mede verdadeiramente as melhorias na economia portuguesa, muito mais do que as agências de rating, que erram muito mais do que acertam, são seguramente as condições concretas das pessoas. É por aí que se mede a recuperação da nossa economia”.

“Em Lisboa, há tanto por fazer, tanta coisa foi prometida e não foi feita”

O candidato do Bloco à Câmara Municipal de Lisboa deu conta da grande recetividade à campanha bloquista que se tem vindo a registar.

“As pessoas vêm-nos falar das dificuldades que sentem no seu dia-a-dia na cidade, sobretudo no que respeita à habitação e ao elevado preço das rendas”, bem como “à debilidade da rede de transportes”, que é um dos principais problemas de Lisboa, e é aí que “há necessidade de fazer um grande investimento”, disse Ricardo Robles.

O candidato bloquista fez referência ainda à dificuldade expressada por quem tenta pôr as crianças numa creche. Lembrando que o PS, há 8 anos, fez um levantamento e concluiu que esta era uma urgência na cidade, e que precisávamos de, pelo menos, 60 creches, Ricardo Robles assinalou que, 8 anos depois, só foram criadas 12 creches, sendo que “as necessidades continuam a crescer e oferta é muita escassa”.

“É preciso olhar para estes oito anos de maioria absoluta do PS em Lisboa e perceber que há tanto por fazer, tanta coisa foi prometida e não foi feita”, vincou.

 

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