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Audrey Diwan vence Leão de Ouro em Veneza

"L'événement", da cineasta francesa Audrey Diwan, venceu o Leão de Ouro na 78ª edição do Festival de Veneza. O prémio de melhor atriz foi para Penélope Cruz e o de melhor ator para John Arcilla. Maggie Gyllenhaal recebeu o galardão pelo melhor argumento e Jane Campion pela melhor realização. 
Audrey Diwan vence Leão de Ouro em Veneza. Fotografia: Instagram de Audrey Diwan

O filme L'événement, a segunda longa-metragem da realizadora Audrey Diwan, baseia-se no romance homónimo da escritora francesa Annie Earnaux. O filme narra a angústia de uma jovem estudante que faz um aborto clandestino, em França, em 1964, onze anos antes da despenalização.

Esta é a segunda longa-metragem de Audrey Diwan, sucedendo a Mais vous-êtes fous, de 2019, e aos argumentos de O Homem do Coração de Ferro e A Rede do Crime.

O prémio de Melhor Argumento foi entregue à norte-americana Maggie Gyllenhaal, que se estreou na realização com The Lost Daughter, filme baseado num dos livros da tetralogia da escritora italiana Elena Ferrante.

 

 

O Leão de Prata do Grande Prémio do Júri, o segundo mais importante do Festival, foi entregue a Paolo Sorrentino por È stata la mano di dio ("Foi a mão de Deus", em tradução livre). Trata-se de uma obra de caráter autobiográfico, sobre um miúdo a crescer em Nápoles, nos anos de 1980, quando o avançado Maradona jogava no principal clube da cidade. 

O Leão de Prata de Melhor Realização foi para Jane Campion, pelo filme The power of the dog e o Prémio Especial do Júri foi para Il Bucco, de Michelangelo Frammartino, inspirado na exploração das mais profundas grutas italianas.

Penélope Cruz recebeu o prémio de Melhor Atriz, pela sua interpretação em Madres Paralelas ("Mães Paralelas"), de Pedro Almodóvar, filme que narra a história de duas mulheres grávidas que são mães no mesmo dia. 
 

John Arcilla foi galardoado com o prémio de Melhor Ator, pelo desempenho em On the Job: The Missing 8, de Erik Matti, uma história sobre o abuso do poder e a corrupção da classe dirigente nas Filipinas. 

O Prémio Marcello Mastroianni para o Melhor Ator Emergente foi para Filippo Scotti, pelo desempenho em È stata la mano di dio.

Na secção Horizontes, dedicada a novos valores, o prémio de Melhor Filme foi para Pilgrims, de Laurynas Bareisa, o de Melhor Realização para Éric Gravel, por À plein temps, e o Prémio Especial do Júri, (conquistado em 2020 pela realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa, com o filme "Listen"), foi este ano para El gran movimiento, de Kiro Russo. Nesta secção, foram ainda distinguidos os atores Laure Calamy e Piseth Chhun e a curta-metragem Los huesos, de Cristóbal León e Joaquín Cociña.

O Prémio do Público, nesta edição, foi para The blind man who did not want to see Titanic, do finlandês Teemi Nikki, sobre a cegueira. 

Na secção Giornate degli Autori (Jornadas dos Autores, em tradução livre), paralela ao festival, o Prémio do Público foi para o filme Deserto Particular, do realizador brasileiro Aly Muritiba.

No programa Final Cut de Veneza, dedicado a obras em fase de finalização, estiveram o documentário As noites ainda cheiram a pólvora, do realizador moçambicano Inadelso Cossa, numa coprodução entre Moçambique, Alemanha, França, Noruega, Países Baixos e Portugal.

O 78.º Festival Internacional de Cinema de Veneza distinguiu ainda os atores Jamie Lee Curtis e Roberto Benigni com o Leão de Ouro de carreira, e homenageou o realizador e produtor britânico Ridley Scott, pelo contributo para o cinema contemporâneo.

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