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Auditora PwC pede desculpa pelo envelope errado nos Óscares

A multinacional da auditoria é também a responsável pela supervisão das votações para os prémios da Academia do Cinema de Hollywood.
Imagem do momento mais atribulado da história dos Óscares.

A cerimónia de entrega dos Óscares na madrugada desta segunda-feira ficou marcada pela troca do envelope no prémio mais importante da cerimónia. O Óscar para o melhor filme foi anunciado por Warren Beaty e entregue a “La La Land”. Só quando os criadores do musical já festejavam em palco com as suas estatuetas é que dois membros da PricewaterhouseCoopers (PwC) subiram ao palco para verificar que o envelope entregue ao apresentador tinha sido o do prémio para melhor atriz (ganho por Emma Stone, de La La Land).

O envelope correto atribuía o prémio de melhor filme a “Moonlight” e foi lido em seguida por Jordan Horowitz, o produtor de "La La Land" que recebera o Óscar por engano, perante o embaraço dos organizadores e dos convidados da cerimónia.

A auditora PwC, que controla a supervisão da votação dos Oscares há 83 ano, promete agora investigar o erro monumental no momento alto de uma cerimónia vista em direto por dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo.

Em comunicado, a PwC pede “sinceras desculpas a Moonlight, La La Land, Warren Beaty, Faye Dunaway e aos espetadores dos Oscares”.  

Óscar para o primeiro ator muçulmano e para realizador iraniano ausente em protesto

Na contagem geral, La La Land arrecadou seis prémios e ficou aquém das expetativas geradas pelas 14 nomeações. Para além do Melhor Filme, Moonlight levou para casa mais dois Óscares. “Manchester By The Sea” ganhou duas estatuetas (de Melhor Argumento e Melhor Ator para Casey Affleck), tantas quanto “Hacksaw Ridge” (Melhor Montagem e Melhor Mistura de Som).

A fazer história nos Óscares esteve o prémio para Melhor Ator Secundário, ganho por Mahershala Ali pelo seu papel em Moonlight, tornando-se a primeira vez que a Academia do Cinema de Hollywood atribui a estatueta a um ator muçulmano.

A vitória do Óscar para Melhor Filme Estrangeiro coube a “O Vendedor”, do iraniano Asghar Faradi, ausente da cerimónia  em protesto contra a proibição decretada por Donald Trump de entrada nos EUA a pessoas originárias de sete países, incluindo o seu. O discurso foi lido pela a astronauta iraniano-americana Anousheh Ansari, que criticou a "lei desumana” que tem sido contestada na justiça norte-americana.

 

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