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Atrasos nos transportes públicos roubam 3100 horas aos utentes

Deco recebeu 2325 reclamações entre fevereiro e setembro. Fectrans protestou esta terça feira contra a situação e a Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa convocou uma concentração para 22 de setembro, às 18h no Cais do Sodré.
Os longos tempos de espera pelos utentes são uma das principais queixas dos utentes. Foto do facebook da Concelhia de Lisboa do Bloco.

Entre 11 de fevereiro e 19 de setembro, a Deco recebeu 2325 reclamações relativas aos transportes públicos por atrasos, cancelamentos e supressões de transportes, mas também por falta de higiene, conforto e qualidade do material o que está associado com a falta de manutenção das casas de banho, escadas rolantes e elevadores. A coordenadora do Gabinete de Apoio ao Consumidor, Ana Sofia Ferreira, declarou à agência Lusa que pelos atrasos acumulados dos transportes os utentes perderam cerca de 3100 horas do tempo de trabalho ou lazer.

60% das queixas recebidas são sobre transporte rodoviário, 17% sobre o transporte ferroviário e mais de 14% são relativas ao metro. Estes resultados provêm de um estudo que a Deco fez sobre a pontualidade e regularidade dos comboios suburbanos em que durante 10 dias úteis controlou 170 comboios por dia das linhas suburbanas de Lisboa, Porto e Coimbra e com hora prevista de chegada entre as 7h e as 10h30. As linhas de Cascais e Sintra foram as que tiveram pior desempenho.

Para protestar contra esta “profunda degradação” das empresas de transporte público, na manhã desta terça feira, dezenas de dirigentes e delegados sindicais da Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) concentraram-se em frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa.

“Entregámos hoje uma carta ao ministro das Finanças para que desbloqueie medidas que tragam investimento para reparar autocarros e comboios, ou que admitam novos trabalhadores”, declarou à Lusa José Manuel Oliveira, coordenador nacional da federação. “A imobilização da frota – comboios, autocarros e navios – atinge níveis inéditos, consequência do desinvestimento feito ao longo dos anos numa lógica de privatização das empresas públicas”, pode ler-se na carta entregue ao ministro. A Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa convocou para esta quinta feira, 22 de setembro às 18h no Cais do Sodré, uma concentração pelo direito à mobilidade.

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