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Ativistas vão encerrar mina de carvão alemã antes da COP-23

O movimento ambientalista português Climáximo irá participar numa ação internacional, apoiando o encerramento temporário de uma mina de carvão a céu aberto, situada a 50km de Bona, a cidade alemã que acolhe a 23.ª Cimeira do Clima da ONU, de 6 e 17 de novembro.
Ativistas vão encerrar mina de carvão alemã antes da COP-23
Foto de Andreas Larson/ Ende Gelände/ Flickr.

Segundo o comunicado enviado à imprensa, o Climáximo vai participar na “ação massiva de desobediência civil” que terá lugar entre 3 e 5 de novembro, na Alemanha, e que consiste no encerramento temporário de uma mina de carvão a céu aberto, na região da Renânia. A ação internacional “Ende Gelände” pretende chamar a atenção para a necessidade de mudança nas atuais “políticas climáticas desastrosas” e vai ter lugar numa mina de carvão situada a apenas 50km de Bona, a cidade onde decorrerá a 23.ª Cimeira do Clima da ONU (COP-23), presidida pelas Ilhas Fiji, entre 6 e 17 de novembro.

Os movimentos ambientalistas exigem “a paragem imediata da extração de carvão, por uma questão de justiça climática” e criticam o governo alemão “por provocar alterações climáticas desastrosas, devido à mineração excessiva de lignito”.

O Climáximo “apoia, convoca e participa nesta ação, e relembra que o carvão é responsável por quase 20 por cento das emissões de gases de efeito de estufa em Portugal, principalmente provenientes das centrais termoelétricas de Sines e do Pego”, lê-se no comunicado.

Até hoje, nenhum governo nacional definiu “um plano de transição justa para o encerramento destas centrais”, ou seja, “sem prejudicar os trabalhadores e comunidades que neste momento dependem desta indústria”, acusa o movimento. Em vez disso, alegam os ambientalistas, “subsidiaram a EDP e facilitaram a permanência em Portugal de empresas poluentes”.

O Climáximo vai mobilizar, pela primeira vez, um grupo de ativistas portugueses para esta ação internacional e anuncia que irá publicar notícias sobre o protesto, na sua página no Facebook.

O alvo do protesto é a indústria dos combustíveis fósseis

“A Alemanha finge ser um líder em políticas climáticas, mas a sua indústria está de facto dominada pelo carvão”, acusa Insa Vries, porta-voz da ação “Ende Gelände”. “Logo antes da cimeira do clima, vamos abordar este ponto sensível. Toda a conversa sobre a mitigação é uma hipocrisia – se não deixarmos os combustíveis fósseis no solo – agora!”, defende a ativista.

“Vamos levantar-nos em solidariedade com os povos do Pacífico – e de todo o mundo – cujas vidas estão a ser destruídas pela indústria dos combustíveis fósseis” declarou Janna Aljets, outra porta-voz da ação internacional, citada no comunicado, sublinhando os impactos devastadores das alterações climáticas que estes povos já estão a sofrer, tais como condições meteorológicas extremas, subida do nível do mar e secas crónicas.

Na mesma altura, indica ainda o Climáximo, um grupo de habitantes de ilhas do Pacífico chamado “Pacific Climate Warriors” irá realizar uma cerimónia tradicional em solidariedade com a ação “Ende Gelände”. Sob o lema “não estamos a afogar-nos, estamos a lutar” os Pacific Climate Warriors exigem o fim dos combustíveis fósseis para manter as suas ilhas acima do nível das águas.

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