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Ativistas protestaram em frente ao Zoomarine

Duas dezenas de ativistas concentraram-se este domingo frente ao parque aquático numa vigília pacífica contra a utilização de animais em espetáculos de diversão humana.
É “necessário acabar com o mito de que estes animais que nascem em cativeiros não podem voltar à natureza”. Foto de Luís Forra, Lusa.
É “necessário acabar com o mito de que estes animais que nascem em cativeiros não podem voltar à natureza”. Foto de Luís Forra, Lusa.

Três organizações de defesa dos animais - Animal Save Portugal, Animal Save and Rescue Portugal e Empty the Tanks -, organizaram uma vigília pacífica que juntou duas dezenas de ativistas frente ao Zoomarine, no Algarve, contra a utilização de animais em espetáculos de diversão humana.

A vigília esteve em curso até às 19h30 junto à entrada principal do parque, para sensibilizar os visitantes e a população em geral para o problema.

Em declarações à Lusa, Francisco Brandão, um dos organizadores, esclareceu que o objetivo do protesto foi “sensibilizar a população para a necessidade de acabar com estes espetáculos que utilizam mamíferos marinhos, como golfinhos, e outros animais para diversão humana”, a “viverem como prisioneiros em espaços pequenos, comparados com o mar”.

Segundo explicou, a iniciativa tem “obtido algum apoio, quer de alguns visitantes que manifestam a sua concordância, quer de automobilistas que passam junto ao parque e apitam para manifestar a sua oposição a este tipo de espetáculo”.

Fernando Roneberg, da Empty The Tanks, organização que procura libertar mamíferos marinhos de parques para centros de reabilitação e santuários, afirmou ser “necessário acabar com o mito de que estes animais que nascem em cativeiros não podem voltar à natureza”.

“A Experiência da Empty the Tanks e do The Dolphin Project, que já conta com 50 anos de trabalho nesta área, demonstra o contrário, porque podem ser criados santuários para estes animais e os mais jovens têm uma capacidade de aprendizagem que dá garantias de que isso pode ser feito”, afirmou.

Fernando Roneberg, declarou ainda que "é preciso direcionar o trabalho que os tratadores e cuidadores fazem nos parques aquáticos com mamíferos marinhos para esse outro objetivo de acabar com os espetáculos com animais e devolver os exemplares que neles se encontram para centros de recuperação e santuários".

Este biólogo marinho refutou também a ideia de que o trabalho científico e de recuperação que estes recintos fazem não pode ser feito de outra forma, assegurando que “podem ser criadas zonas santuário, no mar, com condições mais próximas do habitat natural, do que passarem a vida em piscinas”.

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