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Ativistas do clima são a maior ameaça, acusa indústria petrolífera

O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) afirmou que os ativistas do clima são “talvez a maior ameaça à nossa indústria daqui para a frente”. Greta Thunberg e movimento que organiza as greves climáticas estudantis agradecem o elogio.
Refinaria de petróleo. Imagem de michaelmep, por Pixabay.

Num encontro em Viena, na Áustria, na semana passada, Mohammed Barkindo, secretário-geral da OPEP, fez referência à “crescente mobilização de massa da opinião mundial contra o petróleo” e afirmou que “a sociedade civil está a ser enganada para acreditar que o petróleo é a causa das alterações climáticas”.

Na sua intervenção, citada pela agência noticiosa AFP, o representante da OPEP assinalou que a mobilização de ativistas contra o petróleo “está a começar a ditar políticas e decisões corporativas, incluindo investimentos na indústria”. Mohammed Barkindo defendeu ainda que a indústria petrolídera “é parte da solução para o flagelo das alterações climáticas”.

“Obrigado! O maior elogio até agora!”. Esta foi a reação de Greta Thunberg às declarações do líder da OPEP.

“Brilhante! É a prova de que estamos a ter um impacto e tenham a certeza de que não vamos parar”, afirmou, por sua vez, Holly Gillibrand, uma das primeiras estudantes no Reino Unido a juntar-se às greves pelas alterações climáticas.

A OPEP, que detém 80% das reservas provadas de petróleo do mundo, está a planear expandir a sua produção, ignorando os alertas de cientistas e ativistas sobre o aquecimento do planeta e o Acordo de Paris celebrado em 2015.

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