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Associações europeias dizem que UE falhou na proteção contra poluição química

Associações europeias afirmam que há uma poluição química “séria e crescente” e temem que Ursula von der Leyen não assuma o compromisso público com uma meta de “poluição zero”.

De acordo com diversas associações europeias, em informação divulgada esta segunda-feira, a União Europeia falhou na proteção de trabalhadores, consumidores e meio ambiente em relação a uma poluição química “séria e crescente”.

O alerta foi divulgado pelo Gabinete Europeu do Ambiente, uma rede europeia com cerca de 150 organizações não-governamentais de ambiente, oriundas de mais de 30 países, e partiu de grandes grupos de consumidores, ecologistas e sindicatos.

Esta quarta-feira, a UE anunciará uma série de políticas ambientas. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, anunciou no primeiro dia da Conferência do Clima, que decorre até 13 de dezembro em Madrid, que quer que a Europa seja o “primeiro continente neutro em carbono”, embora só em 2020 diga como se alcançará essa meta. Assim, o compromisso de lançar o Pacto Verde Europeu está assumido, assim como o de se apresentar uma Lei do Clima até março de 2020.

Contudo, as referidas organizações chamaram a atenção para os produtos químicos tóxicos criados pela humanidade, afirmando que estes estão ligados a vários problemas de saúde e ambientais, e pediram à Comissão Europeia que reforçasse as leis sobre segurança química, já que temem que Ursula von der Leyen não assuma o compromisso público com uma meta de “poluição zero”. Aliás, o comunicado refere ainda que, numa versão preliminar de partes do Pacto Verde, podem ser encontradas semelhanças com declarações da indústria química europeia.

Na semana passada, a Agência Europeia do Ambiente já tinha deixado o alerta para o estado do ambiente, tendo afirmado que a UE o deixou agravar desde 2015, adivinhando-se que venha a falhar a maioria das metas para 2020. O documento divulgado afirma que, desde o último relatório feito pela Agência, as tendências não viram grandes mudanças e que se tem perdido biodiversidade a um “ritmo alarmante”.

Jeremy Wates, secretário-geral do Gabinete Europeu no Ambiente, de acordo com o referido comentário, afirmou que “o maior anúncio sobre política ambiental em anos não deve ser uma cópia da lista de desejos de uma indústria que está a causar tanto mal à saúde humana e ao meio ambiente”.

Entretanto, já vários ministros ambientes europeus endereçaram uma carta à Comissão Europeia na semana passada a exigir uma estratégia ambiental não tóxica até 2020.

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