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Associação Zero quer que preço do carbono reflita impacto real das emissões

Associação ambientalista interpela o Conselho Europeu de Ambiente, que reune hoje para discutir a ratificação do Acordo de Paris e a revisão do Comércio Europeu de Licenças de Emissão.
Carvão, foto de bartb_pt/Flickr.

Associação ambientalista Zero emitiu um comunicado de imprensa no qual propõe ao Conselho Europeu de Ambiente que o preço do carbono reflita o impacto real das emissões. Na reunião do Conselho os ministros do Ambiente europeus reunem-se hoje, segunda-feira, para discutir a ratificação do Acordo de Paris e a revisão do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE).

A associação Zero afirma que o regime de CELE "não está a funcionar como devia, o que origina um preço de carbono extremamente baixo". No entanto, sendo signatária do Acordo de Paris, a União Europeia (UE) tem de o transformar "num instrumento forte de proteção climática, de forma a ajudar a UE a atingir as reduções de emissões em linha com o objetivo para limitar o aumento de temperatura de 1,5ºC consagrados no Acordo de Paris", exige a associação. 

O CELE teria, teoricamente, como objetivo ajudar a UE a reduzir as emissões de gases de efeito de estufa (GEE) a longo prazo e a encorajar os investimentos em tecnologias de baixo carbono. "Apesar de ser ter sido hasteado como uma bandeira da política climática europeia, o mercado de carbono europeu falhou no caminho para a redução de emissões. A influência conseguida pelos grandes poluidores industriais e alguns Estados-membros travaram qualquer revisão pertinente por 10 anos. O preço das licenças de poluição, que rondam os 5-6 euros, é muito baixo para conseguir a mudança necessária dos combustíveis fósseis para as energias renováveis e a eficiência energética", conclui a Zero.

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