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Arredores de Lisboa: Preços das casas aumentam 25%

No terceiro trimestre de 2019, segundo dados divulgados pelo Índice de Preços Residenciais, os arredores de Lisboa registaram subidas de preços significativas nas habitações. Bloco faz da habitação uma das suas prioridades políticas nas negociações do OE 2020.
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

Os concelhos Montijo, Barreiro, Alcochete e Mafra registaram uma subida de 25% no preço da habitação no terceiro trimestre de 2019. De acordo com o Índice de Preços Residenciais (IPR) da Confidencial Imobiliário, esta foi a maior subida do país.

O IPR informou ainda que 15 dos 21 concelhos nacionais onde a subida homóloga dos preços das habitações no período mencionado foi superior a 15% ficam nos arredores de Lisboa. Os restantes seis situam-se na região do Porto.

Montijo, Barreiro, Alcochete e Mafra viram os maiores crescimentos, no patamar de 25%. Já Almada, Sesimbra, Amadora, Moita, Seixal, Sintra e Setúbal registaram variações homólogas de 24,9% a 20,0%.

O concelho do Porto registou uma subida de 23,8% em relação ao ano anterior e Matosinhos tornou-se no concelho da região do Porto com uma maior subida de preços (25%).

Com subidas acima dos 15%, estão ainda, na região de Lisboa, Odivelas, Vila Franca de Xira e Palmela. Nos arredores do Porto, o concelho de Gondomar registou uma subida de 14,3%, Vila Nova de Gaia de 11,4% e Maia de 10,6%.

Em julho de 2019, já fora divulgado pela Comissão Europeia que, para que as famílias portuguesas conseguissem comprar casa, seriam necessáros dez anos de salário, ou seja, todos os rendimentos mensais obtidos pelas famílias durante esse período.

Habitação tem sido prioridade do Bloco

O Bloco tem feito da luta pela habitação digna e a preços acessíveis uma das suas prioridades há anos, propondo medidas de controlo público e de disponibilização de casas pelas autarquias, numa fórmula que possa combater os efeitos da especulação imobiliária, sendo também uma das prioridades nas negociações para o Orçamento do Estado. “O que nós precisamos é de um Orçamento que tenha essa capacidade de investimento, que compreenda as necessidades absolutas do país: o acesso à habitação, o SNS com qualidade, escolas que respondam pelas nossas crianças e jovens. É preciso fazer esse investimento e é essa a exigência que o Bloco traz a estas negociações para o Orçamento do Estado”, afirmou a coordenadora do Bloco em dezembro.

Em setembro de 2019, numa visita ao Bairro dos Lóios, em Lisboa, Catarina Martins defendeu uma urgente resposta de habitação social que passasse por “investimento público em habitações para todas as famílias” e pela recuperação de 100 mil casas, já que “há edifícios do Estado que podem ser recuperados e estão vazios e fechados”.

Em dezembro de 2019, o Bloco de Lisboa afirmava querer 25% de habitações a preços controlados em novas construções. A proposta foi apresentada pela vereação bloquista na Câmara e constou no acordo de governação do concelho de Lisboa.

Manuel Grilo, vereador do Bloco na Câmara de Lisboa, explicava que a proposta tinha como objetivo “chamar a atenção para este ponto do acordo e para este ponto do programa de governo da Câmara Municipal de Lisboa”, que está “obrigada evidentemente” a garantir esta percentagem de habitação acessível.

Já em abril o Bloco defendera que a Câmara de Lisboa garantisse habitações a famílias vulneráveis. O partido queria garantir que o executivo não iria desocupar apartamentos ocupados por pessoas em desespero sem que lhes fossem dadas alternativas de habitação. O vereador Manuel Grilo pedia inventários das habitações e o aumento do parque habitacional da Câmara para dar resposta a estas situações.

Para responder à crise da habitação, o Bloco de Esquerda defende que é preciso “pensar o território no seu todo, garantindo uso efetivo de habitações devolutas, a rede de infraestruturas e equipamentos, a salvaguarda da sustentabilidade ambiental e a existência de transportes públicos”.

 

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