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AR aprova construção do hospital do Seixal

Projeto do Bloco sobre o reforço do acesso aos cuidados primários de saúde na península de Setúbal, bem como a construção do hospital do Seixal foi aprovado hoje no Parlamento, com os votos favoráveis de PS, Bloco, PCP, PEV e PAN.
Para o Bloco "o hospital Garcia de Orta já não responde às necessidades dos utentes"

Este projeto de resolução tem como objectivo melhorar a prestação de cuidados de saúde à população de um distrito que tem mais de 779 mil habitantes.

O Bloco refere que as urgências do hospital Garcia de Orta, em Almada, encontram-se em “absoluta sobrecarga”, uma vez que este hospital foi construído a pensar numa população de 150 mil habitantes, mas actualmente tem um área de influência que corresponde a 450 mil pessoas.

Esta facto leva a que “os serviços estejam muitas vezes “sobrelotados” obrigando, desta forma, os utentes a esperas muito prolongadas.

“Acresce, pode ler-se no Projeto de Resolução, que devido às características geográficas deste distrito, a deslocação entre localidades é muitas vezes dificultada e demorada”.

Esta situação leva os bloquistas a considerar a construção de um hospital no Seixal como “pertinente” recordando que em 2009 foi assinado um acordo estratégico entre o Ministério da Saúde e a Câmara Municipal do Seixal.

Nesse acordo, relembra o Bloco, pode ler-se : “ o Ministério da Saúde pretende instalar no concelho do Seixal um hospital, integrado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que irá permitir racionalizar a oferta de cuidados de saúde na península de Setúbal, nomeadamente nos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra através de uma oferta articulada de excelência, organizada em função das aspirações de um SNS moderno, flexível, eficente e efetivamente ajustado às necessidades das populações”.

Para o Bloco os pressuposto então enunciados e que justificavam a construção deste hospital “não se alteraram” embora a construção do hospital tenha vindo a ser sucessivamente adiada.

Em relação aos cuidados de saúde primários, os centros de saúde de existentes no distrito carecem, segundo o Bloco dos profissionais necessários para “providenciarem uma correta e atempada reposta aos seus utentes”.

A finalizar, o projecto de resolução sublinha que “ o acesso à saúde é um direito fundamental das pessoas e um bem essencial para o seu bem-estar e para a qualidade de vida.

Este Projeto de Resolução foi aprovado com os votos do PS, Bloco, PCP, PEV e PAN. O PSD e o CDS-PP abstiveram-se.

Reposição do direito dos ferroviários às concessões de transportes

Na mesma sessão parlamentar, o Bloco apresentou igualmente um projeto de resolução relacionada com a reposição do direito dos ferroviários e seus familiares às concessões de transportes.

“A possibilidade dos ferroviários no ativo e reformados viajarem gratuitamente foi uma prática que começou em 1984 e que, a generalidade das empresas de Caminho de Ferro da Europa permite e fomenta em regime de reciprocidade”, lê-se no documento que acrescenta: “ este direito social permitiu, inclusivé, manter a ligação dos ferroviários às regiões de origem, e, em muitas situações, contribuiu para manter vivas inúmeras pequenas aldeias”.

Neste sentido e porque estes benefícios têm um "custo inexpressivo", o Bloco considera que “é tempo de reparar esta injustiça e repor a situação anterior a 2013”.

Este projeto foi votado favoravelmente pelo PS, Bloco, PCP, PEV e PAN.

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