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Aquecimento global continua a bater recordes

No terceiro ano consecutivo de recordes do aquecimento global, a temperatura média na superfície terrestre e oceânica em 2016 foi a mais alta desde 1880, revelou a agência dos EUA para a atmosfera e os oceanos.
Desde o início do século XXI o recorde de temperatura global anual aumentou cinco vezes - em 2005, 2010, 2014, 2015 e 2016", refere o NOAA. Foto Danielle Pereira/ Flickr
Desde o início do século XXI o recorde de temperatura global anual aumentou cinco vezes - em 2005, 2010, 2014, 2015 e 2016", refere o NOAA. Foto Danielle Pereira/ Flickr

O ano de 2016 foi o mais quente desde 1880, quando se iniciaram os registos, ultrapassando o último recorde, atingido em 2015, e cada um dos primeiros oito meses de 2016, até agosto, registaram as temperaturas mais elevadas.

"Durante 2016, a temperatura média na terra e nos oceanos esteve 0,94 graus Celsius [ºC] acima da média do século XX" que foi de 13,9 ºC, anunciou a Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera - NOAA, na sigla em inglês - no seu relatório anual sobre o clima global.

Aquele organismo acrescenta que desde o início do século XXI o recorde de temperatura global anual aumentou cinco vezes - em 2005, 2010, 2014, 2015 e 2016.

A extensão de gelo oceânico nos polos continua a diminuir e no Ártico, no inverno, registou-se a mais pequena extensão pelo segundo ano consecutivo, enquanto na época do degelo verificou-se a área mais pequena desde que há registos, fruto de uma regressão do gelo e que por isso ficou próxima daquela que ocorreu em 2007.

Escalada preocupante do aquecimento global

Em relação à Antártida, no inverno, a extensão da cobertura de gelo oceânico foi a décima mais baixa e no degelo registou-se o nono mínimo em termos de área coberta de gelo.

Já no que diz respeito ao continente europeu, o ano passado foi o terceiro ano mais quente, depois de se ter verificado um pico em 2014 e do segundo lugar de 2015, ou seja, os últimos três anos tiveram as mais altas temperaturas dos últimos 107 anos, sendo que no último inverno europeu - entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016 -, a temperatura média atingiu também um recorde em termos de máximo.

No que diz respeito a situações inversas, ou seja, de picos de frio, há somente registos no leste da Ásia, na China e em Hong Kong.

Em 2016, na superfície terrestre, a temperatura ficou 1,43 ºC acima da média do século XX, com o nível mais alto desde 1880, ultrapassando assim o anterior recorde registado em 2015, enquanto em relação aos oceanos, a temperatura ficou 0,75 ºC acima da média do século passado, o que significa um aumento ligeiramente superior ao anterior pico, que foi atingido em 2015.

A NOAA alerta ainda para o facto de a generalidade dos estudos científicos considerar que se a temperatura global aumentar para valores de 2ºC acima dos existentes antes da revolução industrial provocará alterações climáticas severas e irreversíveis.

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