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Aquecimento global coloca em risco grandes cidades e zonas costeiras

As alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global levarão ao desaparecimento, a longo prazo, de grandes cidades como Xangai, Bombaim ou Hong Kong, mesmo se o aquecimento global ficar limitado a 2º centígrados, revela um estudo realizado pelo Instituto Climate Central.
Foto de Lisa Murray/Flickr

De acordo com Ben Strauss, um dos autores do estudo, “um aquecimento de 2ºC representa uma ameaça à existência, a longo prazo, de várias megacidades e também de regiões costeiras".

No entanto, refere aquele especialista, se forem tomadas medidas para reduzir rápida e drasticamente as emissões de gases com efeito de estufa, que alteram o clima e persistem na atmosfera, podemos reverter esta situação até porque ainda temos temos perante nós um vasto leque de escolhas", acrescentou o investigador.

“Com mais 2 graus centígrados o nível da água do mar continuará a subir e cobrirá territórios onde vivem atualmente cerca de 280 milhões de pessoas,” pode ler-se nas conclusões deste estudo que acrescenta: “se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a sua progressão, levando a um aquecimento de 4ºC, o nível das águas subirá, em média, 8,9 metros.”

Ben Strauss afirma que “com um aquecimento de 3ºC, a trajetória das atuais promessas dos Estados para travar as emissões, o nível da água do mar subirá 6,4 metros, cobrindo zonas com mais de 400 milhões de habitantes.

Este estudo, que se baseia em dados enviados por satélites sobre níveis oceânicos, sublinha que “com 2ºC, o mar ganha 4,7 metros e duas vezes menos pessoas serão afetadas. Com uma subida da temperatura máxima de 1,5ºC, objetivo exigido pelas nações mais vulneráveis como os pequenos Estados insulares, as águas ficarão pelos 2,9 metros e a população afetada rondará os 137 milhões de pessoas.”

Neste cenário e em termos de populacionais, a China será o país mais afetado: com 4ºC, a subida das águas afetará um território onde vivem atualmente 145 milhões de pessoas. Refira-se que asta análise não avalia a evolução demográfica, nem a construção de infraestruturas.

Na lista de países mais afetados encontram-se ainda o Bangladesh, India, Vietname, Indonésia, Japão, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Brasil, Tailândia, Birmânia e Holanda. Entre as principais cidades estão Hong Kong, Calcutá, Dacca, Jacarta, Xangai, Bombaim, Hanói, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova Iorque ou Tóquio.

Na lista de países mais afetados encontram-se ainda o Bangladesh, India, Vietname, Indonésia, Japão, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Brasil, Tailândia, Birmânia e Holanda. Entre as principais cidades estão Hong Kong, Calcutá, Dacca, Jacarta, Xangai, Bombaim, Hanói, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova Iorque ou Tóquio.

Estas projeções têm em consideração a dilatação do oceano quando aquece, o degelo de glaciares e a degradação das calotas polares da Gronelândia e do Antártico, irreversível a partir de um certo limiar.

Esta elevação será diferente em cada uma das regiões. "Na maioria dos casos, ela pode traduzir-se num centímetro por século, mas os deltas e as zonas urbanas" são mais vulneráveis, nomeadamente, porque estão menos protegidos pelos sedimentos.

Steven Nerem, da universidade do Colorado (EUA), considerou após uma análise à metodologia do estudo existirem "alguns erros em locais", mas considerou ser "o melhor que se pode fazer com os dados públicos disponíveis".

Jean-Pascal van Ypersele, do grupo internacional de peritos sobre o clima (GIEC), afirmou tratar-se de "um estudo sólido".

Para o oceanógrafo Ben Marzeion, da universidade alemã de Bremen, o estudo mostra que "a relação de medidas pode representar um incrível fardo para numerosas gerações futuras".

Recorde-se que a comunidade internacional fixou o objetivo de manter a temperatura abaixo dos 2ºC e irá debater este assunto no próxima dia 30 de Novembro no âmbito da Conferência sobre o Clima (CPO21) que se realiza em Paris nos dias 7 e 8 de Dezembro.

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