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Apelo a iniciativa internacional em defesa da democracia brasileira

Numa declaração ao Esquerda.net, o deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo apelou à mobilização, no próximo dia 2 de abril, segunda-feira, “em nome da democracia, contra a barbárie, contra qualquer forma de fascismo”. #MariellePresente
Foto Mídia Ninja.

Duas semanas desde o assassinato de Marielle e Anderson, “aos poucos a rotina esmagadora vai naturalizando algo que jamais deve ser naturalizado. Assim como acontece com todas as mortes nas favelas do Rio e do Brasil”, lê-se na convocatória da iniciativa Luzes para Marielle e Anderson, a realizar-se na próxima segunda-feira, dia 2 de abril, às 19h (hora do Brasil).

“Onde você estiver, acenda uma luz por Marielle, por Anderson, por todas as vítimas de uma sociedade e de um Estado tão violentos e para que ninguém mais morra! Vamos mostrar às autoridades que não vamos nos calar e não vamos deixar que Marielle e Anderson caiam no esquecimento”, escrevem os organizadores.

Em declarações ao Esquerda.net, o deputado estadual do PSOL Marcelo Freixo falou sobre a fragilidade da democracia brasileira, lembrando que, “em toda a nossa república brasileira”, existiram “pouquíssimos presidentes eleitos com voto direto, secreto, e que concluíram o seu mandato”, mais concretamente cinco.

Lembrando todas as críticas que teceu contra o governo do PT, Marcelo Freixo destacou, contudo, que “não é aceitável esse golpe e a ilegitimidade do governo Temer” que impõe no Rio de Janeiro uma “intervenção pensada na área de segurança pública apenas para melhorar a imagem” do seu executivo.

“Os problemas que o governo do PT teve não foram poucos, mas, evidentemente, o direcionamento, a posição do judiciário, é tendenciosa, não é democrática, não é igualitária em relação a outros governos, e o caso da Marielle vem acirrar ainda mais, tornar ainda mais dramática, essa fragilidade democrática que a gente vive aqui no Brasil”, vincou o deputado estadual do PSOL.

De acordo com Marcelo Freixo, “desvendar o homicídio sobre a Marielle é fundamental, porque foi um crime contra a democracia, foi um crime contra a possibilidade de uma mulher negra estar naquele lugar”.

“A nossa luta, hoje aqui no Brasil, e a morte da Marielle aponta isso, tem um divisor de águas, de um lado a democracia, do outro lado a barbárie, a ascensão do fascismo representa esta barbárie”, avançou Freixo, salientando que “os valores, os direitos humanos, hoje tão centrais para a democracia de qualquer lugar do mundo, dividem atualmente a sociedade brasileira entre quem defende a democracia e quem defende a barbárie”.

Sinalizando que temos de estar na rua, o representante do PSOL apelou ao apoio internacional “em nome da democracia, contra a barbárie, contra qualquer forma de fascismo no mundo”.

“Marielle vive!”, rematou.

 

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