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Apelo ao encerramento de super e hipermercados no 1º de Maio

Sindicato dos trabalhadores do comércio lembra às empresas de distribuição que os profissionais do setor “sem baixar os braços, mantiveram-se na linha da frente” e sublinha que está impedido de emitir pré-aviso de greve devido ao estado de emergência.
CESP divulgou Carta Aberta que enviou às empresas de distribuição, super e hipermercados e cadeias especializadas, apelando a que encerrem as lojas no 1º de Maio deste ano - imagem da CGTP
CESP divulgou Carta Aberta que enviou às empresas de distribuição, super e hipermercados e cadeias especializadas, apelando a que encerrem as lojas no 1º de Maio deste ano - imagem da CGTP

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) divulgou uma Carta Aberta que enviou às empresas de distribuição, super e hipermercados e cadeias especializadas, apelando a que encerrem as lojas no 1º de Maio deste ano.

O CESP lembra que devido ao estado de emergência provocado pela pandemia covid-19 está impedido de emitir o pré-aviso que todos os anos tem lançado e que tem permitido a que muitos trabalhadores do setor não trabalhem nesse dia e participem nas comemorações do Dia Internacional do Trabalhador.

O sindicato recorda que desde o início do surto de covid-19, as empresas de distribuição estiveram sempre a funcionar “por serem consideradas essenciais no abastecimento de produtos de primeira necessidade à população”.

“Aos trabalhadores destas empresas foi pedido que, apesar dos receios, do cansaço, do stress associado e dos problemas na conciliação com a vida pessoal e familiar, permanecessem ininterruptamente ao serviço”, destaca o sindicato, sublinhando que os trabalhadores “demonstraram um enorme profissionalismo” e “sem baixar os braços, mantiveram-se na linha da frente”.

“Sempre o abastecimento de produtos essenciais à população esteve salvaguardado, mesmo quando os trabalhadores tinham noção clara de que estavam diariamente expostos ao risco”, destaca o CESP, alertando que “persiste o cansaço” e mantém-se o “receio do contágio”.

“Entende o CESP que é chegado o momento de toda esta dedicação dos trabalhadores ser valorizada e reconhecida por empresas e clientes, decidindo encerrar todas as superfícies comerciais no 1º de Maio”, apela o sindicato, sublinhando que “a decisão de encerramento dos estabelecimentos comerciais no 1º de Maio, dará aos trabalhadores do setor um sinal de reconhecimento por se terem aguentado na linha da frente durante este período”.

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