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Apanhado a lavar dinheiro com visto dourado de Paulo Portas

Na sequência de um mandato de captura da Interpol, a Polícia Judiciária deteve um cidadão chinês que comprou uma casa de luxo em Cascais com dinheiro proveniente do crime na China. Os 471 vistos dourados concedidos pelo Governo em 2013 não serviram para criar um único emprego.
A venda da nacionalidade portuguesa era para atrair investimento, mas só trouxe especulação imobiliária e branqueamento de capitais. Foto Images Money/Flickr

O cidadão chinês agora detido é acusado de crimes de burla na China e foi contemplado com um “visto gold” no ano passado, segundo informa a Rádio Renascença. É o primeiro beneficiário do programa de Autorização de Residência para Atividade de Investimento em Portugal, criado por Paulo Portas com o objetivo de atrair investidores.

O acesso a este visto gold, que dá autorização de residência e permite a mobilidade nos 26 países do espaço Schengen e o reagrupamento familiar, está condicionado a um de três requisitos: a compra de imobiliário acima de maio milhão de euros, a transferência de capitais a partir de um milhão de euros ou a criação de pelo menos dez postos de trabalho. Ao fim de cinco anos, o detentor do visto pode pedir a nacionalidade portuguesa e obtê-la um ano depois.

Mas até dezembro de 2013, dos 471 vistos dourados atribuídos, nem um único se destinou à criação de emprego, com o investimento imobiliário a ser responsável por 440 pedidos e os restantes 31 motivados por transferência de capitais. No topo da lista dos beneficiários estão os milionários chineses, que representam cerca de 80% dos pedidos, seguindo-se a larga distância os russos e angolanos.

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