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APA: dragagens no porto de Setúbal podem parar caso prejudiquem golfinhos

Zero e Quercus alertam para os perigos das dragagens. A Agência Portuguesa do Ambiente afirma que o impacto das dragagens de Setúbal será monitorizado e que a obra poderá parar caso os golfinhos-roazes abandonem o estuário do Sado.
Manifestação contra dragagens no estuário do Sado, outubro de 2018. Fotografia de Fernando Pinho.
Manifestação contra dragagens no estuário do Sado, outubro de 2018. Fotografia de Fernando Pinho.

Após o governo ter deferido um pedido de autorização da administração do porto de Setúbal para avançar com draganges no Sado, Nuno Lacasta, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, foi ouvido na Assembleia da República.

O responsável afirmou que a obra de expansão do porto, projeto a que a Agência deu um parecer positivo, ainda não começou e que há uma série de condicionantes e medidas de intervenção em função do impacto das obras na comunidade: a não realização de dragagens de maio a outubro, a não utilização de métodos que afastem roazes e estudos ecológicos. Estas serão tidas em conta por uma monitorização permanente levadas a cabo por várias entidades.

Numa primeira fase, as dragagens irão retirar 3,5 milhões de toneladas de areia do estuário. Tal tem merecido a contestação de vários movimentos cívicos de Setúbal, assim como de associações ambientalistas, tais com ao Zero e a Quercus, que consideram que as dragagens põe em causa não apenas a classificação ecológica do estuário do Sado mas também a segurança dos golfinhos.

Termos relacionados Dragagens no Sado, Ambiente
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