António Almeida & Filhos: Novo proprietário obrigado a manter postos de trabalho

30 de August 2021 - 22:04

Domingos Almeida será o novo proprietário da empresa de Moreira de Cónegos que se declarou insolvente em julho. Fica obrigado a manter os 201 trabalhadores e a assegurar os seus direitos e antiguidade.

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Têxtil António Almeida e Filhos, em Moreira de Cónegos. Fotografia: GoogleMaps

Em 12 de julho de 2021, a empresa têxtil António Almeida & Filhos, declarou-se insolvente. Hoje, 30 de agosto, foram conhecidas as propostas de aquisição apresentadas no âmbito do processo de insolvência; o valor mínimo de venda era de três milhões de euros, com a condição de o comprador garantir a continuidade dos 201 trabalhadores, bem como os seus direitos e antiguidade. 

Foram apresentadas três propostas, das quais duas foram validadas. Domingos Almeida, de Lordelo, em Guimarães, apresentou uma proposta de 3,5 milhões. O seu irmão, Joaquim Almeida, efetuou uma proposta de 3,1 milhões, com possibilidade de ir até 6,2 milhões mediante um prazo de pagamento mais dilatado. A proposta excluída, no valor de um euro, foi apresentada pela Mabera. 

A proposta vencedora será apresentada aos credores em assembleia marcada para dia 7 de setembro, às 10h00, no Tribunal de Guimarães. Entretanto, Domingos Almeida assume de imediato a administração provisória da António de Almeida & Filhos, sem paragem da laboração.  

Domingos Almeida é proprietário da Têxteis DA, com sede em Mide, Lordelo, empresa de produção de têxteis para cama de bebé, criança e adulto bem como produtos de mesa. Joaquim Almeida  é proprietário da JF Almeida, empresa de fiação, tinturaria e tecelagem, com sede em Moreira de Cónegos.  

A António Almeida & Filhos era a última fábrica do grupo MoreTextile, depois da venda da Coelima e da JMA Felpos. O Grupo MoreTextile foi criado em 2011, constituindo-se então como o maior grupo têxtil nacional. É detido pelo Fundo de Resolução, gerido pela empresa de capitais de risco ECS Capital, com participação dos bancos BCP (27%), Novo Banco (27%), Caixa Geral de Depósitos (18,6%), BPI (12%) e Direção-Geral do Tesouro (6,2%).

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