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Antifascistas denunciam nova agressão da extrema-direita em Braga

Um militante antifascista foi alvo de agressões junto à estação de comboios de Braga na noite de quinta-feira. Agressor pertence à organização de extrema-direita “Escudo Identitário”, acusa a Frente Unitária Antifascista.
Manifestação em outubro de 2019 contra a realização de uma conferência neonazi em Lisboa. Foto Frente Unitária Antifascista.

Segundo o comunicado da Frente Unitária Antifascista (FUA), um membro desta organização preparava-se para apanhar um Uber após ter chegado de comboio a Braga e foi surpreendido por “um grupo de 9 a 10 indivíduos, sendo que alguns deles se encontravam com a cara tapada”.

“Um destes elementos, que o nosso militante identificou como sendo um elemento filiado ao Escudo Identitário, lançou-se então para cima do nosso militante, que conseguiu-se soltar e deitar o agressor ao chão, tendo avistado algo que parecia ser uma lâmina”. O antifascista aproveitou o momento para conseguir entrar no carro e sair do local, tendo denunciado a agressão a PSP.

Segundo a FUA, não é a primeira vez que este militante antifascista é vítima de ataques por parte de grupos que promovem a violência neonazi. “Em 2016, foi atacado no aeroporto do Porto por dois elementos da Hammerskin, enquanto estava a levar a sua tia ao check-in. Nos inícios de 2019, um grupo de elementos da Hammerskin tentaram atropelá-lo por duas vezes, frente ao local de trabalho enquanto este estava a sair do local para voltar para casa. Em Junho do mesmo ano, foi de novo atacado ao sair da farmácia com a sua filha recém-nascida, por um elemento do Escudo Identitário. Um mês depois, voltava a ser atacado, desta vez no centro da Cidade, por outro elemento do Escudo Identitário. Recebeu também várias ameaças, uma das quais dirigida aos seus pais, feito pelo Mário Machado, através da Nova Ordem Social que usou a sua conta twitter para divulgar uma foto da casa familiar”, recorda a FUA.

O comunicado divulgado esta sexta-feira pretende também repor a verdade face a algumas notícias que davam conta de a origem dos confrontos se dever a uma guerra entre claques de futebol. “O facto de um dos agressores ser da claque dos Red Boys, não foi fator determinante neste ataque mas sim, a sua filiação ao grupo de extrema-direita do Escudo Identitário”, explica a FUA, ao mesmo tempo que denuncia “a infiltração da extrema-direita nesta como em outras claques através do país com fins opostos aos que são os de um grupo de apoio a um desporto”. 

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