Antes do Orçamento do Estado para 2018, temos de cumprir os compromissos de 2017

14 de September 2017 - 19:05

Segundo Catarina Martins, é necessário criar um novo "regime de contribuições para os recibos verdes", bem como estender o fim do corte de 10% nos subsídios de desemprego a todos os beneficiários.

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Catarina Martins, foto de António Cotrim, Lusa.
Catarina Martins, foto de António Cotrim, Lusa.

Segundo Catarina Martins, "precisamos de ter um regime de contribuições para os recibos verdes pronto", bem como temos de estender o fim do corte de 10% imposto pelo Governo de direita a todos os beneficiários do subsídio de desemprego.

A coordenadora do Bloco lembrou esta quinta-feira que, “no Orçamento do Estado para 2017 foi aprovada uma norma que previa que o Governo alterasse o regime de contribuições dos recibos verdes à Segurança Social, fazendo com que as pessoas descontem sobre o que efetivamente ganham e não sobre os escalões que são artificiais”.

"Precisamos de ter um regime de contribuições para os recibos verdes pronto e já vai tarde", realçou, considerando que essa é uma das matérias que "ganhavam em estarem já assentes, até porque são compromissos de trás".

“Para o Bloco de Esquerda, antes do Orçamento do Estado para 2018, temos de acabar os compromissos de 2017”, vincou Catarina Martins. 

Segundo a dirigente bloquista, “há outras matérias que foram acordadas ao longo do tempo” e que o Bloco considera “que é importante que estejam absolutamente fechadas”. 

“Uma delas tem a ver com o subsídio de desemprego”, assinalou.

“O Bloco propôs, e outros partidos propuseram também, no âmbito de um agendamento que fizemos na altura”, o fim do corte de 10% que foi imposto pela direita, lembrou Catarina Martins.

Frisando que “o subsídio de desemprego não é uma prestação social é uma prestação contributiva” e que “as pessoas descontam todos os meses para poderem ter esse apoio”, a coordenadora do Bloco afirmou que esta "norma da direita" vai "contra as contribuições, um direito próprio de quem descontou". 

“Na altura, o Partido Socialista não acompanhou a proposta apresentada pelo Bloco na Assembleia da República, optando por acabar com o corte apenas no caso dos subsídios de desemprego abaixo do indexante dos apoios sociais (IAS), ou seja, abaixo dos 420 euros”, assinalou Catarina Martins. 

A dirigente bloquista recordou, contudo, que “o compromisso que ficou firmado então foi o de que, no Orçamento do Estado para 2018, o fim do corte no subsídio de desemprego se estendia a todos os beneficiários”.