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Angola: Policia reprime manifestação pela libertação de ativistas detidos

Um grupo de jovens do Conselho Nacional dos Ativistas de Angola pedia a libertação dos sete condenados em abril por protestos contra irregularidades no processo eleitoral.
Foto de manifestação em 2012. Amnistia Internacional denuncia constante repressão às manifestações em Angola.

A manifestação convocada para o passado sábado em Cacuaco, nos arredores de Luanda, foi reprimida pela polícia com violência e tiros. Vários manifestantes foram agredidos e cinco foram levados pela polícia, quando tentavam cehgar pero do tribunal onde os ativistas presos foram julgados.

O objetivo de protesto foi exigir a libertação de sete ativistas condenados em abril a 45 dias de prisão por resistência às autoridades. Os jovens denunciavam irregularidades no processo de registo eleitoral para as eleições de agosto e também alertavam para o desemprego e as dificuldades da juventude naquele município.

Em entrevista à Deutsche Welle, um dos organizadores da manifestação contou o que se passou na manifestação. “Eles reprimiram e não nos deixaram chegar ao local. Não nos deram uma prioridade para darmos uma explicação ao comandante sobre por que é que nos estavamos a manifestar, não nos deram tempo”, afirmou Chinguari.

“Houve tiro, temos as imagens e temos também alguns vídeos. Houve tortura, por exemplo, eu tenho um braço inflamado e deslocado. Temos um colega que fraturou a perna e foi levado para o hospital”, prosseguiu o ativista.

A repressão deste protesto surge no dia seguinte ao alerta dado pela Amnistia Internacional sobre a repressão contínua das manifestações em Angola. “Os manifestantes são frequentemente detidos, presos e até “desaparecidos” por se expressarem”, afirmou  diretor regional da Amnistia para o Sul de África.

Para além do espancamento e condenação a 45 dias de prisão, Adão Bunga "MC Life", Nzunzi Zacarias Mabiala "Luston", Valdemar Aguinaldo “27 de Maio”, Paulo Mabiala "DMX", António Mabiala, Mariano André e David Salei foram ainda condenados a pagar uma multa de 65 mil kwanzas, cerca de 350 euros, cada um. O assunto foi levado ao parlamento português na passada sexta-feira, com um voto de condenação à repressão de 17 de abril proposto pelo Bloco de Esquerda, que acabou chumbado pelas bancadas do PSD, PCP, CDS e da maioria dos deputados do PS.

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