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Angola avança com privatizações

Telecomunicações, petróleo, banca, agricultura, minas e seguros são os setores que vão ser privatizados. O governo angolano alega que “o Estado não é bom a gerir empresas” mas as privatizações fazem parte do acordo de empréstimo com o FMI.
Foto de David Stanley/Flickr

A secretária de Estado de Angola para as Finanças e Tesouro, Vera Daves, confirmou esta segunda-feira em Londres a existência de um amplo plano de privatizações elaborado pelo governo angolano.

Daves alegou que “o Estado não é bom a gerir empresas e devemos deixar quem tem mais talento a tornar as empresas mais lucrativas para criarem empregos e ajudarem o país crescer mais” num discurso no Instituto Real de Relações Internacionais Chatham House.

A ideia de “minimizar o envolvimento estatal direto na economia” constava da documentação assinada no âmbito do acordo de assistência entre o FMI e o governo angolano. O estado angolano comprometia-se a encerrar as empresas detidas pelo Estado que estivessem em situação de insolvência e a privatizar 126 outras empresas incluindo 52 participações da petrolífera Sonangol em áreas fora do petróleo e 10% da transportadora aérea angolana TAAG.

O governo de Angola assegura que este plano de privatizações, que durará três anos, já estava a ser preparado antes do empréstimo do Fundo Monetário Internacional ao país e compromete-se a aprová-lo “dentro de 90 dias”.

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