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André Ventura falha o teste da rua

Anunciou uma "marcha sobre Lisboa", a "maioria silenciosa", ficou-se por escassas centenas de apoiantes. Numa manifestação também promovida pelo neonazi Mário Machado nas redes sociais, o líder do Chega fez-se fotografar de braço estendido.
Manifestação do Chega em Lisboa. Junho de 2020. Foto de Miguel A. Lopes/Lusa.
Manifestação do Chega em Lisboa. Junho de 2020. Foto de Miguel A. Lopes/Lusa.

Era suposto ser a grande manifestação de uma maioria silenciosa, "oprimida pela agenda dos movimentos anti-racistas" e que se encarregaria de negar a existência de racismo estrutural. Não chegou a estar sequer perto disso.
A manifestação “Portugal não é racista”, convocada pelo Chega juntou menos de 600 pessoas. Antes, André Ventura começara por dizer que seria acompanhado por “milhares de portugueses” e que se tal não acontecesse estava preparado para “assumir os riscos políticos”. Mais tarde, o líder da extrema-direita reviu o número esperado para 1.500 pessoas. Mas a mobilização nacional do Chega ficou longe disso neste sábado.
Ao lado de Ventura, a segurar a faixa da manifestação estava a atriz Maria Vieira. Só que essa não era a presença que esperada. O skinhead Mário Machado tinha apelado nas redes sociais aos seus adeptos para estarem presentes pedindo-lhes que não realizassem “saudações de braço ao alto" ou trouxessem "cartazes ou símbolos que vão para além da Direita que o Chega defende". Isto porque "seria contraproducente e ignóbil".


André Ventura fez questão de se demarcar "de todos os movimentos racistas e antidemocráticos, sejam eles de direita ou de esquerda” e tinha agitado o fantasma de uma contra-manifestação "da extrema-esquerda". Mas acabou por ser ele a fazer-se fotografar na cabeça da manifestação de mão estendido como na saudação nazi.

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