You are here

AMPLOS debate diversidade de género na infância

A conferência deste sábado centra-se no debate sobre os desafios colocados às crianças transgénero, que hoje estão impedidas pela lei de alterarem o nome no registo civil em Portugal.

Esta conferência internacional tem lugar em Lisboa, no ISCTE, e a partir das 17h conta com um debate sobre “a infãncia na lei de identidade de género”, com a presença de convidados internacionais e parlamentares do Bloco e PS, José Soeiro e Isabel Moreira, com moderação da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino.

“Muitos jovens desistem da escola porque além da discriminação mais ativa há também outra discriminação pelo facto de as pessoas serem chamadas pelo nome pelo qual não se reconhecem”, afirmou à agência Lusa Sandra Saleiro, autora de uma tese de doutoramento sobre a população transgénero.

“Não se pode estar a pensar nos direitos e garantias a partir dos 18 anos, porque não é a partir daí que se começa a experienciar a identidade de género. Há que salvaguardar os direitos destas crianças”, defendeu a investigadora.

Para a presidente da Amplos - Associação de Pais e Mães pela Liberdade de Orientação Sexual – a partir dos sete anos as crianças verbalizam a sua identificação de género “de uma forma muito assertiva”, pelo que o facto dos registos escolares terem o nome a criança em consonância com essa identidade “é fundamental para a sua autoestima e para a sua integração social”.

Margarida Faria aponta ainda as escolas como locais de discriminação, sublinhando que “as pessoas que lidam de perto com estas crianças não estão preparadas para as deixar ser quem são de uma forma livre”

Termos relacionados Sociedade
(...)